sábado, 3 de novembro de 2007

Absurdo

O que é o absurdo afinal? Para Camus, é o sentimento de 'NÃO-PERTENCIMENTO", ou seja, o indivíduo que não se enquadra em nenhum padrão social, não consegue saber e nem mesmo imaginar qual é o verdadeiro sentido da vida. É muito mais fácil acreditar em algo, como destino, castigo, deus e diabo, reencarnação... mas e quando não se consegue acreditar em nada disso? e quando o homem se vê completamente abondonado por tudo e por todos? e quando ele se vê no meio de um monte de acontecimentos sem explicação nenhuma, sem significado algum? esse é o verdadeiro sentimento do absurdo. Nesses momentos, se se é nuito sensível, se se sofre com a inutilidade de tudo que cerca, se não se conforma com o que os próprios homens fazem uns com os outos, aí está a origem da vontade de nada, da vontade de morrer.... Do trágico ao absurdo, o caminho é extremamente curto, principalmente quando o homem não consegue mais identificar a natureza da transcendência que o esmaga ou desde que o indivíduo põe em dúvida a justiça e a legitimidade da instância trágica. Todas as metáforas da história como mecanismo cego revelam em profundidade os germes do absurdo na ação trágica. Lembre-se do caso de MacBeth, após tudo que fez e lhe aconteceu, com a morte de Lady MacBeth, conclui que a vida não é mais que uma sombra errante, que a vida não passa de uma peça de teatro, que os atores que participam do espetáculo se enfurecem, aflingem-se, atormentam-se, gritam e enlouquecem, para no fim descobrir que, um dia, não mais serão ouvidos... a vida é uma história contada através do ponto de vista de um idiota, que a declama tão alto e com tanto furor, uma história que nada significa. Niilista, demasiadamete niilista...