segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cada um vive, antes de mais nada e efetivamente, em sua própria pele e não na opinião de outrem.

Jamais devemos nos importar com a opinião alheia! Pois o que você representa para o outro nunca corresponde com aquilo que você realmente é. Além disso, as pessoas tendem a fazer falsos julgamentos, pois suas cabeças são limitadas e não existe uma visão do todo. Segundo Schopenhauer, nos tornamos cada vez mais indiferentes quando alcançamos um conhecimento da superficialidade e da futilidade dos pensamentos, da limitação dos conceitos, da pequenez dos sentimentos, da absurdez das opiniões e do número de erros na maioria das cabeças. O que realmente importa é o julgamento que tens de ti mesmo. Como o filosofo mencionado diz, atribuir valor à opinião dos homens é prestar-lhes demasiada honra. Apesar dessas colocações, não podemos esquecer a posição que cada um de nós ocupa no espaço social. A opinião alheia passa a ser importante quando dependemos dela para a nossa "sobrevivência" na vida em sociedade. Como já mencionado em alguns escritos anteriores, a interdependência que nos une (e deveras nos separa) é uma questão importante a ser colocada: uma vez que, no estado civilizado, devemos a nossa carreira, as nossas posses e segurança à sociedade, logo a confiança dos outros para conosco nos é extremamete necessária para que haja relações recíprocas; então a opinião dos outros sobre nós, nesse sentido, é de alto valor, ainda que tal opinião seja errônea ou parcial. Lembremos que, para os outros, somos aquilo que "parecemos ser"; vivemos em uma sociedade de meras aparências. Devemos, pois, aparentar ser aquilo que nos convém. Apenas dessa mneira poderemo garantir a nossa sobrevivência nessa selva assombrada. A partir desse pensamento, concluimos que o quanto mais "neutra" a representação dos outros em relação a nossa pessoa, mais vantagens em termos de "não sofrimento" podemos obter. A busca da glória é uma caminho árduo, pois ela depende do reconheciento da sociedade, a qual nem sempre é justa em seus julgamentos; reconheçamos, portanto, os nossos valores por nós mesmos e que a auto-suficiência nos baste para atingirmos a nossa própria felicidade e glória. Não as deixemos nas mãos da mediocridade, da sociedade néscia, essa grande conquista!