sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Cada vez me convenço mais da inutilidade da companhia alheia. Ser feliz é bastar-se a si mesmo. Ser feliz é ter dentro de si mesmo tudo aquilo que se precisa. O convívio entre os homens muitas vezes é insuportável. São egos de porcos-espinhos uns espetando os outros. A competição entre si é inevitável: O homem já nasce com esse instinto de competir com os outros. Além de tudo isso, há ainda o que podemos considerar um dos mais graves problemas de caráter: a inveja. Por causa dela, as pessoas engolem umas as outras, dissimulam uma certa postura falsa apenas para não dizer que sentem com todo o furor da alma esse sentimento tão condenável. Por que alguns se atormentam tanto coma felicidade alheia? eis uma questão para ser refletida. A inveja é uma das doenças sociais mais graves, pois com ela, os indivíduos agem sem escrúpulos, eles praticam todo e qualquer ato para derrubar o ser que invejam. E o interessante é o prazer que se vê nos olhos daqueles que conseguem derrubar alguém! O êxito de uma atitude propiciada pela inveja causa um certo êxtase mórbido. Será que vale a pena pagar um preço tão alto para estar no mio de um determinado grupo? Penso quanto mais inteligente, mais um ser se torna anti-social. Quanto menos se tem em si mesmo, mais se procura preencher esse vazio através de companhias muitas vezes medíocres e detestáveis. Termino com uma frase Bernardin de St. Pierre: " A dieta dos alimentos no restitui saúde do corpo, a dieta dos homens a tranquilidade da alma"