quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A Felicidade pertence àqueles que bastam a si mesmos

Novamente bato na mesma tecla: Ser feliz é ser auto-suficiente, é bastar-se a si mesmo, é aproveitar cada instante de solidão para refletir, pensar, ler, escrever e meditar. Depender dos outros, seja de suas opiniões ou de seus favores, é buscar a infelicidade em sua fonte. Precisar do outro é a mesma coisa que entregar a sua liberdade nas mãos de um carrasco inexorável. Não se torne escravo de outrem, não entregue a sua liberdade em mãos descuidadas. Não aceite uma companhia que rouba a sua solidão! Quanto mais uma pessoa tem em si, quanto mais rico o seu espírito, menos se procura outros. As pessoas que são sociáveis são, na mesma medida, medíocres: isto no sentido literal, de mediano, de "estar na média" de ser parecido. Ter muitos amigos é buscar no quantitativo o que não se tem no qualitativo, pois essa é uma busca externa daquilo que não se tem internamente, no seu próprio eu. O convívio entre os homens se torna, muitas vezes insuportável: as imperfeições morais e intelectuaias dos indivíduos acabam conspirando entre si e ocasionando os fenômenos mais repulsivos imagináveis! Para sobreviver é preciso, no entanto, saber conviver, isto é, viver entre os homens sem necessariamente pertencer a eles, não ter o pensamento de rebanho, não agir como o rebanho. Simplesmente parecer o trivial, o vil, o comum e Ser a sua própria essência, independentemente das razões externas.