terça-feira, 6 de novembro de 2007

Parte de uma máquina

Apenas mais um rosto no meio da mulidão; Caminhando na direção do desconhecido; Impulsionado por desejos fúteis Esgotado pela rotina Estagnado pelo silêncio sufocante do exílio emocional; Um fugitivo da liberdade Rendido pela mediocridade Uma voz impotente submergindo; Você até poderia fazer suas escolhas; Mas nunca aprendeu a pensar. Exausto e enfraquecido; Vítimas que dobram os joelhos A ideais vagos E disputas desapaixonadas; Espontaneidade sistemática Em uma sociedade sincronizada; Imerso em uma causa sem fundamento; esperando o chamado; Sacrificando as necessidades pessoais A individualidade dividida em uma realidade coletiva. Um espírito que sempre quer ter mais Para satisfazer suas angústias. Mas a verdade nunca é enxergada; Um falso senso de liberdade floresce Mas a dependência mostra que você é parte de uma máquina Uma escolha desesperada A busca por algo verdadeiro Você poderia escutar a voz Mas você nunca aprendeu a sentir...