quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Uma atitude cruel

Eu só queria sumir do planeta. Hoje percebo a minha incapacidade de resolver os problemas com clareza. Tudo me causa uma grande dor! Uma dor intensa. Eu me sinto culpada por tudo. Por colocar a vida de inocentes em um jogo perverso. Eu não tive escolha. Não tive coração. Eu costumo armar enrascadas para mim mesma. Eu me enfio em cada roubada! Eu entro em labirintos sem saber se vou um dia conseguir sair deles. Coloco a minha vida em risco e levo comigo pessoas que me amam. Eu sou um lixo imundo! Egoísta e sofredora. Queria poder mudar a minha vida, mudar o planeta, mudar as coisas que penso etarem erradas. Mas sou incapaz. Sinto-me de mãos atadas defronte a uma vida sem escolhas. Sinto-me desprotegida e frágil. Assumo compromissos impossíves de cumprir, e me sinto a pior critura do mundo por isso! Tenho dó das criaturas que um dia recorreram aos meus braços e fui incapaz de tomar conta delas. Eu queria acabar com o sofrimento do mundo! Mas eu corrompi todos os seres do planeta com a minha crueldade e a minha jactância! Eu sou detestável, deplorável! a pior das criaturas! Eu fui incapaz de cuidar de quem de mim mais precisava e mais gostava. Sou uma criatura infeliz e sempre serei. Entretanto agora tenho consciência da minha baixeza e de meu caráter vil e medonho! Desculpe se um dia e falhei! eu sei que desculpas não são nada, mas sei que terei dentro de mim um arrependimento gritante e um remorso mórbido! Eu não queria que fosse assim, mas foi assim que agi. Agora não há mais volta! Não sofras por mim, nem pelo meu carinho ou pela saudade que terás! Siga a sua vida e encontre novas criaturas que lhe darão outros tipos de afeto, atenção e cuidados. Que estas criaturas as quais confiei tenham benevolência em seus corações, algo que acho improvável mas não impossível! Sempre julguei a esperança como uma coisa péssima, um conforismo lúdico. Mas é a minha última opção agora, esperança! Crer que poderá ser melhor assim para você! O amor excessivo é o que me destrói. A sensibilidade excessiva é o que me mata aos poucos.
Adeus!