domingo, 20 de janeiro de 2008

Desabafo

Bush: O senhor da guerra e da injustiça social. Apenas um símbolo do que o ser humano representa para o outro quando está no poder. No final das contas, somos todos iguais.
A cada dia que passa, meu sentimento de inconformidade com a situação do planeta e dos seres humanos vai aumentando e aumentando, num ritmo frenético e desesperado. Não há como escapar das maldições humanas: uns odeiam os outros e de uma forma ou de outra, você sempre acaba sendo atingido pelas saraivadas de rancores alheios. As pessoas a cada dia aumentam a minha repugnância. Como elas podem se portar de forma tão vil e tão cruel frente a outros seres como elas? O que há de errado com o mundo? Por que, afinal, todos querem destruir o seu próximo? Por que existe tanta maldade, tanta inveja, tanto rancor? Andei refletindo seriamente sobre tais questões e a única explicação plausível até então foi a questão da pulsão de morte que todos nós temos (recorrendo a Freud novamente). As pessoas tem essa pulsão de morte e por isso elas desviam toda a sua agressividade para o outro. Algumas pessoas, ao contrário, utilizam essa pulsão para si mesmas ou a sublimam no trabalho, na escrita e na arte. Como explicar o sentimento de auto-destruição que algumas pessoas sentem? Por que algumas pessoas sofrem tanto com compulsões, com transtornos e paranóias enquanto outras perseguem os outros para destruí-los a qualquer preço? Tanto aqueles que voltam a sua pulsão de morte para si mesmos quanto aqueles que voltam essa pulsão para os outros sofrem de qualquer maneira. Na verdade, descontar a sua ira nos outros é a escapatória mais utilizada pelas pessoas em geral. Observamos em nosso cotidiano como alguns se empenham tanto nessa tarefa, seja fazendo fofocas, intrigas, "lavagem cerebral", colocando uns contra os outros, seja roubando, matando, estuprando e violentando. Graças a esse instinto tão absurdo e tão cruel, a humanidade caminha para a sua ruína. estamos à beira do precipício. Nunca vi tanta desigualdade, tanta injustiça em nenhum outro tempo do passado ao percorrer os livros de história. Claro que eles são recheados de todo o tipo de patifaria que a doentia e diabólica mente humuna é capaz de pensar. Entretanto, em nossos dias, a população vai cada vez mais aumentando e a pobreza, a desigualdade, a poluição e a destruição do planeta aumentam na mesma proporção. E o mais absurdo é que ninguém parece perceber. A escravidão continua nos dias atuais como sempre. Hoje trabalhamos para consumir o básico para a nossa sobrevivência, isto é, o pequeníssimo salário que recebemos retorna à mão de quem nos pagou. Mais especificamete, quero dizer que trabalhamos para manter um sistema horrendamente desigual e injusto. A pergunta que não quer calar é a seguinte: O que representa "evolução tenológica", "avanços da ciência", "pesquisa espacial" em um mundo cada vez mais abismal como o nosso? Claro que aquele que pode ler isso que escrevi está imerso nesse sietema e mal pode compreender o que há de errado com a humanidade, pois tem acesso à essa tecnologia, tem seu emprego (nem sempre isto significa alguma garantia), tem a sua cama para dormir a noite e sua diversão em tempos de folga. Pessoas como você, caro leitor, não vêem aquilo que não querem ver, aquilo que não vale a pena ver.. Algumas pessoas são simplesente incapazes de reconhecer toda a imundície que está por baixo do que a mídia nos pode oferecer. Na verdade estamos muito próximos da ruína. estamos em um momento muito delicado da história e o mais engraçado de tudo isso que que ninguém parece se importar com nada. Vejo milhares de pessoas levando uma vida cada vez mais precária, vejo tantas outras ameaçadas de perderem o pouco que têm e parece que ninguém pode enxergar o que está tão óbvio. A verdade é que não consegimos adimitir ou reconhecer aquio que está dentro de nós, essa semente do mal que transforma o planeta num lugar cada vez mais horrendo e que faz do convívio entre as pessoas cada vez mais um espetáculo de crueldade e baixaria.