quarta-feira, 12 de março de 2008

Alguns Poemas de Lucas Santiago

A amargura pode nos visitar por falta de um beijo, ou por excesso desse em demasiado seco; ela pode vir também por saudade de alguém, ou pela falta dessa saudade. amor de menos, amor de mais, sorrisos que não condizem, inimigos que não persistem. Que me venha a amargura visitar. Regar a minha flor da pele. Que essa flor torne-se um jardim semeado pelo beija-flor, que já não busca o doce, que já se cansou do vôo, que, ao invés de voar canta. Que não foge dos tempos de seca, resiste. Esse beija-flor é raro, único, e é dessa excência que eu espero semear meus frutos.
tem jeito, risco feito, tiro dado eu, soldado de mim.o arco deve lançar a flecha para concluir seu fim.a espada que não fere falha com sua missão.o samurai que não desfecha o golpe mata com conhecimento o dom.

Largue essas correntes ouça mais o coração,o anjo disse em meu ouvido tu és deus e não adão,nem todos olhos se enganam com as miragens em seu deserto eu, soldado demimlevanta-se o véu da noiva oferecida e o que se vê é o começo do fim,fim da festa à fantasia cai com a máscara o sorriso que não existia,anél nos dedos, brilho nos cabelos ludibriam o olhar que quer achar o dia,Largue essas correntes ouça mais o coração,o anjo disse em meu ouvido tu és deus e não adão,aqueles com alma de guerreiro nunca dobram seus joelhos eu, soldado demim.A missão cumprida faz a vida mesmo depois da morte não chegar ao fim.o verdadeiro herói sabe não teme a derrota mesmo estando só.
Pra brigar basta ser homem, pra vencer tem que ser super-homem Pra olhar basta ser homem, pra enxergar tem que ser super-homem Pra ouvir basta ser homem, pra entender tem que ser super-homem pra mal cheirar basta ser homem mas saber morrer é coisa de super-homem. Essa é de homem pra homem. O que a alma consome, O badalo do sino é o que? É o chamado da morte. A fumaça exalada é pra que? Pra engasgar quem é forte. A promessa oferecida a de ser, entregar a vida pra sorte.Calcanhar já não levanta, saliva seca que desce a garganta.O coração já não vibra, um dragão chamado rotina.A bainha sufoca a espada, um tiro engolido pela culatra.Vós Suncê capoeira tem que ser, Vós Suncê berimbau tem que conhecer,Pra crescer criança tem que voltar a ser