sexta-feira, 11 de abril de 2008

Acima de toda a carniça

Hoje eu compreendo porque, desde menina, eu sempre fui diferente. Eu nunca tive muitos amigos, sempre passei a maior parte do meu tempo lendo livros e falando sozinha. Eu sempre fui motivo de chacota na escola. Era a esquizitóide, a estranha, a que não gostava de jogar bola, a que não gostava de conversinhas, a que não gostava de companhia. Pois eu não fazia e nunca fiz parte da massa medíocre. Eu sou alguém muito acima da média da grande massa. Como diz Schopenhauer, o destino dos "gênios" sempre é a solidão, pois ninguém consegue elevar-se ao seu nível. Ninguém me compreende, não por eu ser ou me considerar um gênio, mas porque estou muito acima do nível mediano de pensamento. Eu sou crítica, u raciocino, eu tenho opinião, eu não vou pelos embalos da moda, eu não engulo qualquer absurdo que me dizem, eu sempre faço um juízo dos valores que me são expostos. Eu sou diferente porque não sou massa, não sou pensamento de rebanho, e isso é o que me leva à solidão. E a solidão é uma grande dádiva para os espíritos elevados: Ao invés de ficar jogando conversa inútil fora, com pessoas que não têm a mínima ideia do que são, do que representam, pessoas fúteis que pensam que pensam, mas na verdade, elas já foram "pensadas" antes, eu me elevo e faço a minha própria filosofia. Eu leio os meus livros e faço os seus próprios julgamentos. Como sou um ser humano imperfeito, tenho muitos momentos de deslize, de achar que eu é que estou errada por não ser parte da massa, mas não! Eu estou tão acima, mas tão acima que me lembro da frase de Nietzsche: Quanto mais me elevo, menor fico aos olhos de quem não sabe voar.