domingo, 13 de abril de 2008

Medo

O que é o medo? O medo provém da falta de segurança, da insegurança em si mesmo. Quem tem medo sempre busca encontrar no outro um tipo de apoio, um colo que o sustente e o leve adiante. O que nos torna escravos? O medo. Temer nos faz escravos daqueles os quais julgamos ser mais fortes e mais poderosos, que, por suas vezes aproveitam de nossa submissão para sentirem-se cada vez mais fortes e mais poderosos. Por isso precisamos ter a tal da "Vontade de Potência". Isso não significa dominar o outro, mas dominar a si mesmo. Quem não tem domínio sobre os seus próprios medos acaba atraindo para si degradação, rebaixamento, vergonha, desprezo, entre outros sentimentos de humilhação e auto-depreciação. O medo provém de diversas fontes: pode ser genético, pode ser químico, mas, especialmente, de vivências que tivemos em nossos passados. Essas recordações do passado são os grilhões os quais devemos romper com todas as forças para podermos vencer o medo. E de onde podemos retirar a tal da força que precisamos para romper com tudo o que nos aprisiona? Cada um deve buscá-la somente dentro de si. Nós inegavelmente temos forças. Já ouvi um caso em que uma mãe viu o seu filho ser abocanhado por um crocodilo; essa mãe foi tirar forças sobrenaturais (de si mesma) e abriu a boca da fera para retirar sua criança de lá. Incrível isso, não? Quando chegamos em situações-limites temos duas opções: Ou nos entregamos por completo ou tiramos a força de dentro de nós mesmos. Aquela mãe poderia ter se estagnado e deixado o crocodilo engolir o seu filho. Mas pelo amor que ela sentia, ela criou uma força que veio de seu interior e enfrentou o bicho de igual para igual. E para tirar forças de dentro de si mesmo? O que é necessário? É necessário paixão. Devemos ter algo que nos faça viver, que nos dê motivos para perpetuarmos a nossa existência: Um filho, um grande amor, o amor pelo conhecimento, o amor pela humanidade o amor por si mesmo, tudo isso pode nos dar apoio e incentivo para derrubarmos o medo, desconstruirmos o mito de nossa existência ( a qual cada um de nós cria para si mesmo) e reconstruir a nossa vida sob bases próprias, sem precisar pegar emprestado do vizinho pilares para nos sustentar. Se não houver amor, entusiasmo e paixão, jamais poderemos seguir adiante. Considere-se dessa forma um cadáver ambulante. Você perecerá com os seus medos. Jamais poderá livrar-se deles. Só se vence a si mesmo quem tem amor próprio, e só se pode amar verdadeiramente alguém ou alguma coisa quando se ama a si mesmo.