terça-feira, 15 de abril de 2008

Chuva

Ouça a canção da chuva
Escute o ruído das gotas caindo
Uma a uma
Ouça a minha voz a te chamar
No meio da tempestade
Eu sussurro o teu nome
Quero entrar em tua mente
Fazer parte de tua história
Parte da tua existência
Apenas escute!
Feche os olhos e te entrega
Ao observador invisível
Que insiste a te espreitar escondido
Sinta o vento lá fora
A revirar toda a relva molhada
E os galhos frondosos das árvores
Ouça o murmúrio dos ventos
O lamento das águas que caem
Ouça chamar o teu nome
No meio da tempestade
Ouça, Sinta! Apenas Ouça e Sinta!
Não anseies pelo futuro incerto
Não chores pelo passado vazio
Entrega-te de corpo e alma ao ruído da chuva
Entrega-te por completo a mim.
Eu sou o invisível, o inquestionável
Eu sou força bruta
Sou a ternura também
Sou eu quem te cativa a noite
E durante o dia
Ouça a minha voz a te chamar
No meio da tempestade
E saberás quem sou
Estou dentro de ti
Estou ao teu redor
Eternamente.