terça-feira, 15 de abril de 2008

Razões (Agosto de 1998)

Sinto o cheiro do orvalho na grama fresca da manhã
Quero pisá-lo com pés descalços
Sentir a natureza, parte de mim.
Quero fechar os olhos,
Andar graciosamente pelos campos
Abraçar as árvores
Colher flores
Sorrir para o sol
Sentir a brisa fria a macia no rosto
Sentir que a vida é muito mais que viver
Sentir que a vida é ser parte de algo maior
Ser parte da natureza, da eterna beleza.
E ao entardecer, pôr as flores do campo à mesa
Fazer um chá de ervas frescas
Deitar-me na rede e olhar o pôr-do-sol
Ver a lua brilhar
Refletindo a onipresença solar!
Ah sentir o cheiro da noite
Poder tocar as estrelas com as pontas dos dedos!
Esperar que cada uma delas apareça,
E ir deitar-me para amanhã
Colher mais flores para enfeitar a minha mesa!
E achar que a vida é sempre assim,
Sempre alegre, sempre bela
Sem razões, sem motivos
Simplesmente viver