quinta-feira, 24 de abril de 2008

Será que essa tempestade nunca vai parar?

Tempestade. Uma boa metáfora para descrever uma vida de turbulências, de competição, intrigas e desafios absurdos. Um vez eu acreditei na mudança. Fui levada ao caos que se reconstituiu na mesma coisa de antes. A matéria pode ser transmutada pela alquimia, mas será que a essência das coisas também passam por transformações drásticas? Ou será que toda a essência está fadada a ser o que é por toda a sua existência? Podemos mudar pontos de vista, podemos mudar opiniões, acepções. Novos dogmas são implementados nas diferentes sociedades desde que o mundo é mundo. Antes veio a religião, que prometia o mundo dos deuses depois da morte; depois o bem-estar mundano oferecido pelo poder de compra do capitalismo. Mas a essência me parece a mesma. Cada indivíduo (lembrando-se da etimologia - indivíduo - aquele que é indivisível) sempre à procura da sua própria satisfação pessoal. E nisso se resume a humanidade. Dessa forma, o mundo vem caminhando há milênios. A solidariedade não passa de uma futura promessa de conciliação com um mundo para além dessa vida. O egoísmo é a busca dessa satisfação no aqui e agora. Enfim, será que existe alguma coisa além disso? Será que um dia todos nós poderemos viver em uma sociedade harmoniosa, onde não exista competição, inveja e maldade? Será que a tempestade nunca cederá?