quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Niilismo construtivo

O niilismo absoluto seria a única forma de curar as novas crenças que se estabeleceram em nossa sociedade. A religião morreu, deixando em seu lugar a mídia ideológica. A Igreja desmoronou, mas a televisão se fortalece a cada dia. A autopenitência deu o seu lugar ao culto narcisístico ao corpo, à beleza artificial e à perfeição física. Apenas a riqueza mantém o seu lugar de importância e destaque, mas agora, sua intensidade se expande a todas as classes sociais e sexos. Vivemos no mundo do ter ou não ser. Deus está morto e o egos avivam-se e lutam brutalmente para se manterem intocáveis. O questionamento radical é crime passível de pena extremamente atroz - o questionador é banido do círculo social, é considerado louco desvairado, amoral e indigno. A dor da consciência moral extinguiu-se, e a autoaprovação cega, a autojustificação alucinada perpetua a injustiça descomedida da humanidade. É necessário radicalizar, exterminar os novos deuses impostos pelo sistema. Negar tudo pode ser um importante passo. O que é a Verdade? o que é a Sabedoria, o que é a Riqueza? Esses elementos existem ou são invenções necessárias ao ser humano? O único sentimento digno que encontro em mim é a vontade de autodestruição. Destruir a mim mesma é levar ao extremo a idéia de uma sociedade domesticada, medíocre e enfadonha que precisa ser combatida. e autodestruição não é morte ou8 suicídio - é a negação radical de todos os princípios que foram destilados em mim pelo mundo externo.