sábado, 30 de maio de 2009

Já me decepcionei tanto na vida que não quero mais, nunca mais, depender da ajuda dos outros para continuar essa jornada cansativa e incessante. É engraçado como as pessoas quando se sentem doentes saem alardeando pelos quatro cantos do mundo mas nunca acreditam que o outro também esteja doente. Menosprezo. Sinto medo, sinto arrependimentos e principalmente solidão... As coisas são como são, e não há jeito de mudá-las. Descobri essa noite porque me sinto meio morta. Sinto me um corpo desprovido de alma desde criança. Nunca soube entender isso. Na verdade descobri, em um tipo de flashback, memórias antigas que sou um meio-aborto. Rejeição desde a barriga. Isso dói muito. Dói muito mais fundo quando você continua a vida toda sendo rejeitada, pela mãe, pelo pai, pelo próprio filho. Sou mesmo um estorvo. Só quero morrer. Mas tenho medo. Tenho medo de me matar, não sei porque e nem sei como. Se alguém que por ventura um dia leia isso, por favor, me arrume um revólver, acho que só dessa maneira conseguiria dar cabo da minha existência inútil. Acho que todas as pessoas deveria ter a opção de escolher entre viver e se matar. Eu sinceramente só quero morrer e nunca mais atrapalhar a vida de ninguém, já que eu não tenho valor nenhum. Ajudem-me a morrer!