domingo, 13 de dezembro de 2009

Vértices de uma desilusão

Meu nome foi escrito na areia de uma praia cujos ventos fortes sopram, por essa percepção tenho a certeza de que um dia ele não mais estará lá. Simplesmente se apagará como se nunca tivesse existido. As minhas dores são supérfluas perto das grandes dores do mundo. O que significa um simples questionamento de quem sou eu por que meu mundo é assim ou sei lá como quando meus olhos dirigem-se mais à frente? Vejo a fome, o medo o desespero e a desgraça humana. Tenho dó. Mas às vezes penso que o ser humano merece sofrer, ele tem que sofrer porque é naturalmente ruim. Eu não sei mais o que pensar, pois penso tantas coisas que o que eu gostaria mesmo era não pensar nada. simplesmente fechar os olhos e sentir as sensações externas como o vento, a chuva e o sol na minha pele. Não dá! Eu apenas penso e penso o tempo todo. Não tenho mais conseguido me concentrar para ler um livro, nem para ver um filme, pois eu não paro de pensar um minuto sequer. Tenho insônia, perco tudo que ponho na mão, estou cada dia mais desorganizada, tudo isso porque dentro de minha caixa craniana existe uma máquina que trabalha a todo o vapor. se pelo menos esses pensamentos fossem como frutos saborosos, quem sabe deles não viveria melhor? Não! São frutos azedos, amargos, frutos que amarram na boca. Frutos que ninguém quer comprar e nem provar! Daí volta a MINHA tão solene dor, daí volta os pensamentos arrebatadores, volta a tristeza e o questionamento de mim e do mudo. Daí volto a ter dó de todos e volto a acreditar que todos merecem a dor e que ninguém deve ter uma segunda chance. Eu me sinto horrorizada, sinto um holocausto acontecendo na minha mente... eu mato todos, todos eles estão corrompidos e devem morrer! ò Raça humana, ó desgraça humana. Então vejo alguns se divertindo com sua própria miséria e isso me aumenta a raiva que sinto por todos, por tudo e por todos! Eu sou uma desgraçada por não ser um deles, ou serei eu apenas um vértice de uma desilusão?
F.R.D.