domingo, 31 de janeiro de 2010

Apenas mais um grito de indignação

 
Muitos podem perguntar: Infeliz como? você tem braços, pernas, uma casa para morar. Não sou infeliz por aquilo que tenho ou deixo de ter. Sou infeliz quando olho para o mundo ao qual fui condenada a viver, com os seres humanos inertes ou egoístas com os quais preciso conviver, com as tragédias diárias que vejo acontecer diante de meus olhos e nada posso fazer... A pior infelicidade que existe é o questionamento existencial, pois o doente quer curar-se de sua enfermidade e continuar vivendo por mais que ele sofra. Se ele morrer, seu sofrimento acaba, se ele curar-se, sua vida toma novas formas, ele a vê com novas perspectivas, sua fé aumenta e sua vontade de viver também. A dor existencial não tem cura. Mesmo quendo se está doente, a desilusão é tão grande que nem vale a pena lutar pela vida.... E não adianta dizer para ver o lado bom, não adianta gritar, criticar, rir... não há cura para a dor existencial. Conheci pessoas que morreram disso, pois se entregaram ao acoolismo, às drogas ou a depressão. Conheci pessoas que perderam a vida por tê-la abandonado. Não chegarei a esse ponto, mas estarei sempre escrevendo, pensando e sonhando com um mundo que poderia ser melhor e nunca será.