terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Um pouco de Schopenhauer



"...E também nos tornamos cada vez mais indiferentes quando alcançamos um conhecimento da superficialidade e da futilidade dos pensamentos, da limitação dos conceitos, da pequenez dos sentimentos, da absurdez das opiniões e do número de erros na maioria das cabeças. E, ainda, à medida que aprendemos pela própria experiência o desdém com que, dada a ocasião, fala-se de qualquer um, desde que não seja temido, ou então se acredita que nada disso chegará aos seus ouvidos (ai se meu chefe soubesse metade do que já ouvi sobre ele rsrsrsrrs); mas principalmente, depois de termos ouvido meia dúzia de imbecis falar com desdém do homem mais distinto (não é o caso de meu chefe). Sendo assim, nos convenceremos de que quem atribui um grande valor à opinião dos homens presta-lhe demasiada honra."

Esse pequeno trecho de Schopenhauer me faz lembrar tantos e tantos casos... (Está no livro Aforismos para a sabedoria de vida da editora Martins Fontes). Pois bem, já vi tantas pessoas distintas serem denegridas enquanto outras medíocres eram enaltecidas... tudo porque a serpente malígna, a língua do homem vil (a maioria deles) profere palavras e argumentos muitas vezes irreias ou sem fundamentos, e dessa maneira, os valores do ser humano são trocados. Onde trabalho já vi muito disso. Conheço um sociólogo super culto, inteligente, que está acima de toda uma gentalha imunda, cujo caráter foi denegrido, pois ele não participava da "roda da fofoca". Eu também já tomei laguns tombos feios por não fazer parte da panelinha X... um show de horrores, honestamente, não é possível tolerar algumas coisas, somente à base de remédios... depois não venha me dizer que sou uma drogada!!! ah se depressão fosse frescura! É apenas o efeito de sapos que engolimos no dia a dia... sapos que já engolimos no passado e que sabemos que vamos engolir ainda....