quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

desisti de remar contra a correnteza


Uma chuva intensa em São Paulo. Trânsito. Caos. Não pude sair hoje para trabalhar, tudo estava parado. Tudo parado e as pessoas frenéticas dentro de seus carros, contradição absurda. Eu continuo cansada, como se não tivesse tido férias. Preciso acordar cedo agora todos os dias e isso faz com que o meu humor, que já não é dos melhores, fique ainda pior. E novamente aqui, envolta num repleto silencio absurdo, repleta de livros para ler, coisas para fazer, permaneço inerte. Só consigo realmente pensar no meu sono... quanto egoísmo, não acham? enquanto pessoas se atormentam por perderem suas coisas nas enchentes, eu só consigo pensar em mim mesma, e não minto! vejo os cachorros abandonados andando na chuva, os mendigos pedindo uma moeda nos faróis, crianças da favela implorando para os tios e tias comprarem suas balas, e isso não me importa. Sou uma fracassada. Falhei em tudo que fiz. Minhas escolhas foram erradas. Nasci e isto já basta para ser um perdedor. O que adianta cobrar dos políticos? O que adianta fazer abaixo-assinados? o que importa? o mundo está pouco se fodendo para mim, e eu estou pouco me lixando para o mundo. Cansei de sofrer, realmente cansei. Eu me tornei confortavelmente entorpecida sim, remédios e mais remédios para acalentar o estresse, a lembraça que não apaga, a vida em si. Um defunto quase pronto para o caixão, isso sou eu! engraçado, rio dessa piada negra e no fundo sei que não estou errada em pensar assim, embora quisesse pensar de outra maneira. Desisti. Vou viver a filosofia mais sábia que existe: "deixa a vida me levar"....