domingo, 14 de fevereiro de 2010

Futilidade


Sempre abominei do fundo do meu coração pessoas fúteis. Na época em que eu esudava, ficava observando as meninas falarem de seus cabelos, unhas, roupas e achava aquilo tudo uma bosta. Depois de um certo tempo li em agum psicanalista ou psicólogo famoso que aquilo que mais odiamos é, na verdade, o que repudiamos em nós mesmos, ou seja, somos no fundo aquilo e queremos camuflar. Achei que ele estava certo, pois um cientista tão conhecido e renomado sabe do que está falando. Sim, queria ser uma pessoa fútil, e depois de certa idade até me tornei. Tenho milhares de pares de sapatos e sempre quero mais. tenho roupas que nunca usei e sempre compro outras novas. Mas essa minha futilidade é uma fuga de meu ser deprimente. Queria na verdade ser uma pessoa fútil e fazia, sem sentimetos abismais como os que tenho, isso sim me seria uma felicidade imensa, intensa. Não olhar para o mundo da forma como olho, como quem faz um bolo que queima na última hora, e não há mais o que fazer...

Queria ser fútil em todos os sentidos. Uma fútil preocupada apenas com que roupa eu vou, ou com que tom de esmalte devo usar para combinar com meus sapatos novos... Mas não! Sou atormentada o tempo inteiro com pensamentos questionadores!!!!!