domingo, 28 de fevereiro de 2010

Por que um ateu não pode ir a uma igreja?


Acho muito estranho a postura de alguns ateus que conheço pessoalmente. Esses dias fui ao casamento de um grande amigo meu, e adivinhem só: numa igreja! Eu fui prestigiá-lo, por que não? Se não fosse mais entrar em lugar algum por questões de ética pessoal, eu nem sairia de casa, aliás nem teria uma casa para começo de conversa. Eu passeio em shopping centers mesmo sabendo da grande ilusão do mundo fantástico do consumismo, os olhinhos nas vitrines chegam a brilhar, os cartões de créditos saltam das carteiras e sei bem que muitas dessas mercadorias foram confecionadas por crianças ou adultos subnutridos que trabalham 18 horas por dia para ter o que comer (lá na índia, na china, ou qualquer outro pais...). Então moralmente estaria ferindo meus princípios de defesa do ser humano escravisado. Sei também que nesses shoppings as pessoas se enforcam em dívidas e viram verdadeiras escravas do sistema financeiro (eu caí nessa). Eu também não poderia consumir meus remedinhos básicos, pois os laboratórios estão pouco se importanto com a minha saúde, o que eles querem é vender! Pararia de fumar na hora, pois o cigarro é cheio de substâncias tóxicas... mas só para dar uma de "desobediente civil" voltaria a fumar e muito para ter uma bela doença e fazer com que o governo arcasse com os meus tratamentos... (quem acredita que campanha contra cigarro é para proteger o fumante é tão bobinho que deve acreditar em papai noel: fumar dá prejuízo para o governo acooooorda!!!!)... Se o Serra estivesse tão preocupado com a gente que fuma, por que ele não toma providências para melhorar o ar podre de São Paulo? Ficar uma hora parada na marginal tietê me economiza pelo menos uns 5 cigarros de tanta poluição que fumo passivamente por lá! Enfim, já perdi completamente o foco da minha argumentação, mas que se dane, pois não posso usar o computador mais !!! não, porque ele propaga violência, pedofilia, porcarias como as que eu escrevo... blá blá blá...


Na verdade o ponto que eu queria chegar é que eu entro em uma igreja da mesma forma que entro em um banco ou shopping ou boteco... sei que nenhum desses lugares prestam, mas o que fazer afinal? Isolar-me em casa para o resto dos meus dias???? Ah, e compare o discurso do pastor evangélico com o das empresas de cartão de crédito... seria um bom estudo essa análise comparativa de ambos discursos hein? Os dois prometem o paraíso e te levam à falência!