terça-feira, 20 de abril de 2010

Quando acaba o amor


Quando se divide o mesmo teto por muito tempo, é difícil fazer com que os sentimentos de amor e de paixão continuem a florescer, Em plena época de narcisismo, de busca por identidade autônoma, o casamento acaba se tornando um conflito, uma verdadeira batalha de egos.

É difícil cultivar um jardim, pois isso dá muito trabalho. Amar é como cultivar um jardim, tem que plantar as sementes e regar as flores todos os dias, tem que cuidar com carinho de cada plantinha senão ela murcha e morre. Por isso casar-se é destruir os sentimentos bons que temos em relação ao outro. O, melhor casamento é aquele em que cada um vive em seu cantinho e de vez em quando se encontram e se tratam bem. Sem conflitos, sem magoar o outro, sem ser bruto e radical.

Escrevo isto porque minha vida chegou em um ponto em que não posso mais viver assim. Todos os dias durmo com alguém do meu lado que me olha com raiva, que me olha com desrespeito. Com alguém que grita comigo e que me magoa com pequenas e grandes atitudes. Esse alguém, por sua vez é também por mim hostilizado, maltratado, não recebe mais o carinho e o amor que antes eu podia oferecer. Mas, o que será que aconteceu afinal? O relacionamento se desgastou como uma peça mecânica? Sim, o tempo nos faz perceber as diferenças, e nos faz ver que na realidade tudo não passou de um grande erro. Daí vem o amadurecimento, o crescimento pessoal e a crença certa de que nunca e jamais um relacionamento que seja dará certo, porque isso não existe. Vivemos momentos agradáveis, e assim como os celulares e os carros, as pessoas passaram a ser descartáveis também!