sábado, 26 de junho de 2010

Não há lugar no mundo para os fracos

Devo confessar: Sou fraca. Fraca no sentido da luta, da competição desleal, fraca demais para passar os outros para trás. Definitivamente eu não nasci para competir, não tenho segurança em mim e tudo que vejo ao me redor não me faz sentido também. Pois bem, o mundo não é para mim. Sou fraca demais para enfrentar mil inimigos, fraca demais para puxar o tapete de outra pessoa, fraca demais para acabar com a vida alheia inventando uma fofoca.

Não vale a pena. A roda da vida é esmagadora, inexorável. Atropela tudo e todos que a sua frente estão. As pessoas, por sua natureza, também devem agir instintivamente, dessa forma a garantir seu lugar ao sol. Passar por cima de tudo e de todos na verdade não é um tipo de crueldade humana, é apenas uma lógica de sobrevivência. Poucos são os seres racionais, aqueles que não conseguem se inserir nessse contexto, pois o acham injusto! Maldito aquele que cria suas próprias verdades e seus conceitos de verdade e justiça, não seguindo o curso natural da vida! Maldito aquele que se afasta do rebanho, pois ele continua sendo mais um, no entanto sem norte. Cheguei à coclusão de que para se viver bem é preciso ser naturalmente maquinal. Seguir a roda da vida e o rebanho... Somos fracos, pois não queremos fazer parte disso tudo, não queremos derrubar os outros na manada... eis a nossa sina.