quarta-feira, 14 de julho de 2010

A chuva

O dia está frio, sombrio
A chuva, o vento, a neblina
despertam em mim
uma necessidade imensa
de sofrer.
Eu novamente me tranco no quarto
sem nada a fazer, esse é o melhor momento da vida
O nada que me cerca!
Mas a chuva novamente cai
e lágrimas de dor e desespero
lavam as ruas de São Paulo
Lavam a minha alma melancólica
o vento murmura desespero
e a neblina é a total desesperança
Desespero sem esperança!
Que triste.
à minha janela avisto um pequeno cemitério
E naquele cruzeiro vejo o meu fim
na frialdade do concreto sujo
debaixo de lápides e estátuas de anjos antigas...
Lágrimas de dor e de conforto
Chuva inquieta
Chuva incessante
Que lava e faz doer a carne
Agonia sem fim.