terça-feira, 13 de julho de 2010

O tempo

Tempo de espera. Sono, marasmo... o melhor tempo que se tem, o de não fazer nada. O tempo passa lento, rastejando, mas passa. E eu, na janela a espera de nenhum tormento, de nenhum telefonema, de nenhuma pessoa em minha porta. Meu receio é que alguém quebre esse meu ritual sagrado, de não fazer absolutamente nada, apenas divagar nas profundezas de minha mente inquieta. Tempo de dormir, descansar, apagar... medo de que sonhos possiveis possam invadir meu sono tranquilo. Medo de ver e ouvir pessoas a me atormentar. Tempo de espera, espera de que o nada me abrace em um sono lento e profundo, nas profundezas do nada.