quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pobres de alma...

Odeio todas essas gentes que não têm sensibilidade para as letras, pobres de alma, que não sabem interpretar DIREITO um texto filosófico, que perdem seu tempo escrevendo asneiras, pois apenas sabem asneiras e de tudo que leem e veem apenas restam-lhe as asneiras.

Quando eu morrer, por favor, não deixem que essas gentes burras, esses homens e mulheres ocas visitem meu túmulo ou leiam minhas frases. Por favor impeçam a todo custo que essa gente amorfa, essa gente de olhos sujos mantenham-se longe de mim e não estraguem meus textos como o fizeram com tantos outros escritos.

Que minha humilde escritura seja mantida na paz, apenas aos olhos de quem as mereça, ao subsolo. Minhas letras são de dor, de lágrimas, sangue e melancolia. Minhas letras são apenas para serem lidas no porão, por aqueles cujos olhos sejam límpidos, sem julgamentos, sem discrepância ou distorção.

Que pereçam os imbecis, os iludidos da mentira divina, os podres de coração e vazios de mente. Mantenham-se longe de minhas palavras, pois elas são destinadas apenas aos verdadeiros guerreiros vencidos, aqueles que enxergam a vida como uma batalha implacável e sabem que nada podem fazer perante a imundíce de homens ocos, homens empalhados. Meu canto deve chegar aos ouvidos do verdadeiro niilista, aquele que sabe a verdade e a essência de tudo, o mais lúcido pensador de todos! 

Apenas assim poderei descansar em paz, não quero que minhas palavras se tornem banalizadas, mesmo porque nelas não há valor algum, pois que valor um niilista dá à vida? imagine o valor de palavras!