quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Para algumas coisas da vida não se tem escolha


Ninguém tem a opção de acreditar ou não em certas entidades. Você acredita em Zeus, Apolo, Vênus? Ou em Odin, nas Valquírias? Seria bizarro ouvir isso, todos esses mitos foram derrubados. Hoje se fala em Deus. Talvez daqui a alguns séculos falar-se-á outro nome. Algumas culturas dizem Jeová, Alah, Krishna... O homem já nasce com esse instinto de acreditar, como penso eu, tudo é uma questão cerebral, uma tal química como a serotonina e a endorfina. Ou será que acredita-se nessa entidades por pura manipulação sócio-cultural? A minha resposta será sempre a primeira, pois parece que nasci desprovida dessa química cerebral, como já disse aqui várias vezes, sou de uma família tradicionalmente católica, fui obrigada a fazer primeira comunhão, e o que eu me lembro, aos meus sete ou oito anos de idade é de que aquelas aulinhas que eu assistia eram pura fantasia, uma fantasia fanática, por incrível que pareça, a minha professora era de um fanatismo impressionante... como eu me lembro daquilo tudo! Sou capaz de recitar as escrituras se isso me convier (rs). No entanto, ao me tornar maior, ninguém pôde me obrigar mais a ir à igreja, a fazer crisma, etc. 

Enfim, ainda não tenho muita certeza de o que nos leva ou não em acreditar. Bem eu não acredito na verdade em ninguém, nem em mim mesmo (rs)... sou desprovida dessa capacidade. As pessoas acham que nós, ateus, escolhemos ser ateus para sermos diferentes ou por qualquer outro motivo. No meu caso eu não sei acreditar! Eu não consigo acreditar! E na verdade, apesar do sofrimento que isso pode me causar, prefiro assim. Não posso imaginar uma segunda existência post-mortem, isso me deixaria ainda mais aflita e agoniada, pois mal acabei essa tortura e já existe uma outra me esperando? Não!!!!! que minha carne sirva de banquete aos vermes e ao solo o meu sangue, a água que roubei do universo para a minha constituição física.