sábado, 4 de setembro de 2010

Hoje acordei meio niilista


Revolta, rebeldia, revolução. três palavras que compõem o repertório da insatisfação: seja ela social, política, religiosa, filosófica ou existencial. Palavras cujo objetivo comum final é a liberdade. No entanto, para um niilista extremo, liberdade só tem um sinônimo: a morte. Mas tirar a vida assim deliberadamente, cometer suicídio, é uma atitude que deve ser muito bem pensada, muito elaborada, pois, querendo ou não, temos os nossos compromissos com pessoas que nos amam: filhos, família, amigos... Por outro lado, aquele que chegou ao extremo abandono, que já não possui mais esses vínculos sentimentais, a morte voluntária seria uma boa opção. O sofrimento de um niilista não é o mesmo sofrimento de uma pessoa comum. É uma ferida aberta e dolorida que se carrega para onde quer que vá. A dor do niilista não é apenas uma dor egoísta, de não querer fazer nada, de não querer "participar" do palco da vida. Essa dor é a dor da desesperança, a dor sem esperança. Liberdade é apenas o nada que nos espera.