sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Republicação

Jamais devemos nos importar com a opinião alheia! Pois o que você representa para o outro nunca corresponde àquilo que você realmente é. Além disso, as pessoas tendem a fazer falsos julgamentos, pois suas cabeças são limitadas e não existe uma visão do todo. Segundo Schopenhauer, nos tornamos cada vez mais indiferentes quando alcançamos um conhecimento da superficialidade e da futilidade dos pensamentos, da limitação dos conceitos, da pequenez dos sentimentos, da absurdez das opiniões e do número de erros na maioria das cabeças. O que realmente importa é o julgamento que tens de ti mesmo. Como o filosofo mencionado diz, atribuir valor à opinião dos homens é prestar-lhes demasiada honra. Apesar dessas colocações, não podemos esquecer a posição que cada um de nós ocupa no espaço social. A opinião alheia passa a ser importante quando dependemos dela para a nossa "sobrevivência" na vida em sociedade. Como já mencionado em alguns escritos anteriores, a interdependência que nos une (e deveras nos separa) é uma questão importante a ser colocada: uma vez que, no estado civilizado, devemos a nossa carreira, as nossas posses e segurança à sociedade, logo a confiança dos outros para conosco nos é extremamete necessária para que haja relações recíprocas; então a opinião dos outros sobre nós, nesse sentido, é de alto valor, ainda que tal opinião seja errônea ou parcial. Lembremos que, para os outros, somos aquilo que "parecemos ser"; vivemos em uma sociedade de meras aparências, ademais, os outros tendem a ver nas pessoas os seus próprios erros e defeitos e aumentá-los com uma lupa muito potente! Devemos, pois, aparentar ser aquilo que nos convém. Apenas dessa maneira poderemo garantir a nossa sobrevivência nessa selva assombrada. A partir desse pensamento, pode-se concluir que o quanto mais "neutra" a representação dos outros em relação a nossa pessoa, mais vantagens em termos de "não sofrimento" podemos obter. A busca da glória é uma caminho árduo, pois ela depende do reconheciento da sociedade, a qual nem sempre é justa em seus julgamentos; reconheçamos, portanto, os nossos valores por nós mesmos e que a auto-suficiência nos baste para atingirmos a nossa própria felicidade e glória. Não as deixemos nas mãos da mediocridade, da sociedade néscia, essa grande conquista!

Observei tal texto que publiquei dois anos atrás mais ou menos, e deparei-me com uma surpresa: Quando falamos ou escrevemos, estamos abrindo uma parte de nós mesmos. Reconheci isso quando mencionei a importância da opinião social para atingirmos a glória. Hoje, pouco tempo depois, já penso tão diferente. As experiências me mostraram que não basta ser realmente bom, existe algo além, talvez carisma, simpatia ou qualquer outro elemento que nos torna mais amistosos perante os outros, e essa caracterítica ou essas características nunca foram meu forte. Sou uma pessoa extremamente introspectiva e transpareço, pelo meu semblante talvez, ser uma pessoa extremamente "fresca", "metida", é o que meus amigos me falam quando me conhecem e acabam me achando no fundo "legal". Bem, nada mais disso importa. Não quero viver, como já disse antes, sob máscaras que não representam minha face. Estou quebrando definitivamente meus grilhões