quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Suicide Solution?


Vocês sabiam que o suicídio é a décima causa de morte no mundo? São mais de um milhão de suicidas ao ano! Uma estatística impressionante se levarmos em conta a moralidade hipócrita que somos subjugados a temer. De acordo com Camus, em O Mito de Sísifo, "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia". Uma proposta e tanto, deixar para trás todos os problemas existenciais que nos perseguem dia e noite. Mas um outra boa solução pode ser o "suicídio social". desde que se tenha como manter uma vida mínima, excluir-se socialmente, deixar a cena é mais apropriado àqueles que têm ao seu redor pessoas que amam. 

Podemos, em contra partida, sermos rebeldes metafísicos até que a rebeldia nos canse. Camus propõe a rebelião metafísica: o rebelde metafísico protesta contra a condição humana em geral. O Rebelde metafísico questiona Deus e sua criação. Ele não se conforma com as lástimas e as desgraças que os seres humanos praticam uns com os outros. Se Deus realmente existe, qual é a sua motivação para deixar que os homens façam o que fazem com a sua criação? Por que Deus não interfere em nada? Não há uma explicação plausível para essas questões. Não é possível engolir as respostas cristãs ou espíritas do "castigo divino" ou que temos um "carma". Essas respostas são insuficientes, são ilógicas. Ser ateu é ter um grande fardo a carregar, crer em Deus é revoltante. Se deus não existe, sou responsável por mim e pelos acontecimentos do mundo. Crer em Deus é blasfemar contra a sua criação e contra a existência em geral. 

Os seres humanos precisam de uma ordem superior pra guiá-los, para colocar a culpa de seus atos errôneos nela. Deus é a criação mais genial do homem. Como disse Voltaire, se Deus não existisse, teríamos que inventá-lo. Pois ele é o bode expiatório ao mesmo tempo é o "todo-poderoso" aquele cuja responsabilidade é julgar os homens e castigá-los como eles merecem. E a responsabilidade humana? e a minha e a sua responsabilidade? Porque será que precisamos ter sempre uma força acima de nós? Seja essa força Deus, ou o governo ou algum outro guru. Por que não saímos de nossa menoridade e iluminamos as nossas mentes? Por que não nos conscientizamos de que os nossos atos são o que movimentam o mundo, que somos responsáveis por nossas atitudes e que devemos respeitar as outras pessoas? 

Como disse Kant, "confiar" em alguém, ter alguém para nos dizer o que fazer, como se fossemos uma legião de formiguinhas, é muito mais fácil que tomar toda a responsabilidade dos nossos atos. Enfim, o maior problema está nas pessoas que finalmente saíram da menoridade, que compreendem o mundo dessa maneira. Esse movimento deveria ser universal, e não deslocado apenas a certos indivíduos. A grande maioria sempre será rebanho. Sempre será guiada ou pela religião, ou pela política ou pela mídia. Aqueles que têm consciência disso são os grandes perdedores, pois a eles cabe toda a dor do mundo: a dor de não poder fazer nada para mudar (quem já tentou mudar alguma coisa, percebeu a inutilidade de tal ato); a dor de saber que tudo é vão e ilusório e que a vida é um palco cheio de idiotas gritando, um teatro que não significa nada.