quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Reflexões soltas

Existe um pensamento que anda percorrendo por minha cabeça há algum tempo, mas nunca tive inspiração para escrevê-lo. Gostaria de poder redigir um ensaio mais elaborado sobre tal tema, mas vou começar rabiscando algumas palavras aqui, mais tarde, quem sabe, eu possa aprofundar o assunto.


O que somos nós, adultos, a não ser crianças aprisionadas em corpos grandes, escravizadas por uma sociedade que nos exige estabilidade financeira, empregos que, muitas vezes (como diz Tyler Durden), odiamos para comprar coisas que não precisamos. O que somos além de meros fantoches do sistema? Geramos renda e mais renda para que nossos "patrões" possam ter sua infância garantida pelo lucro que os proporcionamos?



Aos 6 anos de idade eu não era feliz, mas não era também esse poço de infelicidade. Aos 17 eu não entendia direito o que estava acontecendo. Aos 21 achei que poderia conquistar o mundo. Hoje vejo que sou apenas mais uma derrotada, a sociedade e seus valores me derrotaram, pois eu jamais irei me vender, eu prefiro passar fome a trair os meus princípios morais. Princípios esses que não fui eu quem os construí, eu já nasci com eles, eu sou quem sou e ponto. ninguém melhor para me conhecer do que a mim mesma. Eu não vou ser mais um servo, podem chamar-me de Lúcifer! 



Enfim acabei fugindo do ponto principal, do ponto em que dizia que somos crianças grandes cujos sonhos mais lindos foram-nos arrancados, como se o lobo mau nos tivesse tirado o doce de nossas mãos e agora ri de nossa desgraça. sim, sou uma criança que cresceu e desenvolveu a maldita consciência das coisas, uma consciência cruel, dolorosa...