terça-feira, 25 de novembro de 2008

Não se conhece alguém pelo olhar e nem pelo sorriso. Não se desvenda uma personalidade no primeiro encontro, na primeira impressão. Não se iluda com as palavras que proferem da boca de um desconhecido - elas podem estar cheias de intenções impuras. Nunca pense que você conhece alguém o suficiente, cedo ou tarde, você pode se decepcionar! Não acredite em promessas vagas, não acredite em palavras vãs. Saiba ouvir e ouça muito antes de começar a analisar. Nunca pense que alguém seja incapaz de ferir ou de fazer outro feliz, um dia, as cartas do baralho se movem e o jogo, em consequência, vira. E o mais importante - nunca julgue, pois os critérios de uma pessoa podem ser completamente diferentes dos seus. A forma de enxergar o mundo de alguém nunca será a forma como você enxerga. Para analisar os outros, tenha sempre como parâmetro você mesmo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

As duas faces

Escolhe-se o caminho mais fácil; difícil é trilhar o caminho da verdade; Facilmente derruba-se aquilo ou quem está no caminho, difícil é colocar-se no lugar do outro; É fácil criticar, difícil é reconhecer os próprios erros; É muito simples saber julgar , difícil é compreender; Com a maior naturalidade é possível destruir os outros, difícil é pedir perdão; É fácil fazer intrigas, difícil é tentar conciliar; O escárnio é fácil, o difícil é sentir solidariedade; É fácil sentir inveja, o difícil é batalhar para ser melhor; Sentir ódio é fácil, difícil é encontrar o amor verdadeiro.

Trinta

Por que ainda dói tanto, se eu já tenho trinta anos? Por que dói tando se eu só tenho trinta anos? Oh idade ingrata, não sou nem criança e nem adulta. minha alma é velha e ainda choro como um infante! oh idade ingrata! Eu que já tenho trinta anos! Eu que só tenho trinta anos! Insisto em buscar o nada, o vazio e o silênco absolutos. Persisto em buscar um significado para tudo aquilo que já foi e tudo aquilo que ainda vai ser. Sinto-me no limiar, na passagem secreta que dará para um lugar onde os sonhos se transformarão em pesadelos. Sinto-me encaixotada, enjaulada, acorrentada, andando sob o fio da navalha. Vagando pela beira do abismo, no limite do precipício, caminhando lentamente pela estrada do nada, sem fim... E a perspectiva? e os sonhos que um dia sonhei? e as bonecas que joguei fora? e as louças todas quebradas? o que será de mim?Oh idade ingrata, não sou velha e não sou nova, eu só tenho trinta anos. Eu tenho trinta anos.

Ferida

Mais uma vez me apunhalaste, e eu, camabelante, persito em viver. A ferida dói e não seca nunca. Ela se abre e espalha seu odor por onde eu passo. E onde eu passo deixo a praga da chaga aberta, a infecção, o cheiro podre. Apunhalaste-me mais uma vez na mesma ferida - ferida esta que já doia e sangrava, agora sangra e dói com mais intensidade, e eu, ainda persito em caminhar ferida, tombando de um lado ao outro, procurando luz onde só há trevas, procurando o amor onde só há ódio, procurando esperança no jardim da morte. Ai de mim! A vida me é ua tragédia sucessiva de outra, ai de mim! Meu espírito que persiste em encontrar a cura de uma doença que não existe! Ai de mim! Os deusestodos me castigam, e eu mal sei o porque de tudo isso! Um dia me apunhalaste tã fundo, tão brutalmente, tão friamente... Eu ainda hei de levar o fedor e a moléstia à tua casa, tua ainda vai te contaminar com o veneo que instilaste...

domingo, 23 de novembro de 2008

O que é violência?

Quando ouvimos a palavra "violência", o que logo nos salta à mente são cenas de crimes chocantes, assassinatos, estupro, pedofilia, espancamento, esquartejamento, tiroteio, gente baleada, morta e ferida... Tantas são as cenas de horrores que nos assolam todos os dias. Entretanto, se partirmos do pressuposto de que violência é todo e qualquer ato deliberadamente praticado ou não, de uma pessoa a outra que, em quaisquer circunstâncias, causa danos à vida, logo poderíamos abranger muito mais o nosso leque de definições. O descaso, a calúnia e difamação, o assédio moral, a ironia direcionada, o insulto, um olhar maldoso, um gesto brusco e estúpido, o abandono são todos atos violentos que são praticados no dia a dia de nossas vidas e que, muitas vezes, não são considerados com seriedade. Não obstante, todos esses atos refletem-se na vida e na psique dos seres humanos e trazem de alguma forma, danos irreparáveis à auto-estima e às atitudes futuras dos seres que passam por essas frustrações. Um clássico exemplo é a diferenciação que uma mãe pode fazer entre os filhos. Essa diferenciação pode ser deliberada, consciente ou incosnciente. Conheço alguns casos típicos de diferenciação e os reflexos que isso gera na vida futura de uma criança. Ana tinha dois filhos, um menino e uma menina. Ela claramente preferia a menina que se parecia com ela ao passo que o menino tinha muito em comum com o pai. Ana tinha muitas mágoas passadas com o pai de seus filhos e incoscientemente descontava essas frustrações no menino. O menino cresceu triste, deprimido, com uma auto-estima baixíssima ao passo que a irmã, sempre privilegiada, criou uma visão de vida otimista, pois sua auto-estima era sempre exaltada pela mãe. Seria esse típico caso uma violência? Especialmente quando esses casos acontecem na infância, o quadro, muitas vezes, pode ser irreversível. Um pai que renega um dos filhos enquanto cria outros com tudo que há de melhor gera nessa criança renegada um imenso senso de injustiça e de impotência perante a inexorabilidade da vida. Uma criança insultada por sua aparência física ou por qualquer outro aspecto de sua natureza - seja a forma como age, como pensa como vive - terá em sua vida adulta o desafio de superar todos os danos que lhe foram gravados em seu subconsciente. Uma criança abandonada terá de enfrentar o medo da solidão que lhe deve assolar a vida adulta. E assim por diante. Os casos de violência "indireta", ou seja, violência não física, também aparecem todos os dias na vida adulta. Porém, um adulto cuja infância tenha sido mais branda, mais serena, e a violência indireta menos constante (já que seria impossível não sofrer qualquer ato violento durante a vida), terá muito mais estrutura para suportar as afrontas, as ameaças que sofrerá de outros adultos. O assédio moral é um desses casos e acontece em quase todos os aspectos da vida - seja na profissional, pessoal ou familiar. Uma das diretoras de uma grandecompanhia tem um enorme poder em suas mãos. Ela é resposnsável por mater a sua equípe trabalhando e deve observar o desempenho do trabalho coletivo e individual. Essa diretora, em um determinado momento, pode sentir-se ameaçada por alguém que faz parte de sua equipe, pois vê nessa pessoa um certo potencial que um dia poderá tirá-la de seu cargo de poder. Logo qual é a a reação instintiva dessa pessoa? É de tentar a todo o custo depreciar o trabalho de quem a ameaça. fazer com que todos acreditem que a tal pessoa seja isso e aquilo de acordo com a sua vontade. Alguém que chega a um cartgo de direção é alguém com um grande domínio com as palavras e que sabe perfeitamente manipular os outros, se assim não fosse, sdeu cargo não seria o mesmo. Logo, a tal diretora ameaçada usará de todo o seu potencial para aniquilar a sua possível rival. As pessos que a cerca, por medo, por conveniência o simplesmente por pura ignorância, devem seguir as recomendações manipulativas da "poderosa chefona". E o que acontece com essa pessoa socialmente excluída? Sua estima cai, seu potencial desaparece, sua vontade de viver e batalhar perdem forças e seu senso de justiça vira um grande sentimento de impotência perante tal situação lastimável. Esses exemplos servem apenas como ilustrações de tantas outras barbaridades cometidas entre os seres humanos todos os dias. Seria impossível enumerar aqui metade dessas violências terríveis. Quantro mais observo as atitudes das pessoas, mais percebo o quão distantes elas estão do Esclarecimento, da Empatia e do Amor.

Você

Por trás de todo o zelo e o cuidado com suas casas, impecavelmente limpas, com seus corpos e cabelos, brilhantes e sedosos, exite a sujeira da alma, a alma imunda, carnificina pura - alma que inveja, que se orgulha, que menospreza o outro... Por trás de toda essa simpatia, esconde-se uma mente imoral, que pelas costas apunhala o inocente, que rouba o pão e o leite das crianças desamparadas. Por trás desse doce sorriso de dentes brancos e bem cuidados, habita a arrogância, o conhecimento parcial e inexato das coisas, o senso comum destrutivo... Por trás dessa organização impecável, existem os sentimentos caóticos, a vontade inóspita de destruir, de aniquilar e destroçar os corpos alheios. Por trás dessas sutis palavras que profere, a verdade única são os seus pensamentos cruéis, destrutivos, maliciosos, sanguinários... Por que o ser humano insiste tanto em uma aparência que não condiz com sua essência? Os olhos podem nos enganar, mas a realidade está sempre perto a nos esmagar.