segunda-feira, 31 de maio de 2010

Onde estão os críticos????

Pois é caros cristãos, estou sentindo muito a falta de vocês e suas críticas!!! Vocês me dão inspiração para escrever, a vida sem ideias inimigas não tem graça!!!! Continuem, descendo a lenha no ateísmo, no niilismo e na autora que tem tantos sapatos! Façam esses julgamentos morais, pois só dessa forma consigo descobrir quem são vocês lá no íntimo, (já que não revelam suas identidades). Talvez vocês estejam sem internet, poxa, nesse caso terei de esperar né? Ok, eu espero! Hoje eu acordei tarde, só trabalho às 16 h, mas acordei com uma vontade imensa de ser cada vez mais rude, estranha, pessimista, arrogante, entre outras coisas. Devido a esta vontade é que resolvi escrever uma pequena e singela provocação a vocês que estão sumidos, a vocês que dizem que tanta gente queria estar no meu lugar.... no meu lugar talvez, na minha pele, eu duvido que alguém gostaria de estar na minha pele!!!!! Ah, e se pudesse trocar, não só o corpo, mas as sensações também! Como vocês se afugentariam ainda mais! Não é qualquer um que aguenta os tormentos da "alma" sem pular fora do barco. O que me dá forças para isso não é nenhum deus, mas a minha infinita vontade de conhecer, de ler, de cada vez fortalecer mais a minha opinião!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

No liminitzsche

Trechinho de A Gaia Ciência de Nietzsche:

Excelsior! - "Nunca mais rezarás, nunca mais adorarás, nunca mais descansarás na confiança sem fim - te proibes de parar diante de uma sabedoria últma, bondade última, potência ultima, e desaparelhar teus pensamentos - não tens nenhum constante vigia e amigo para tuas sete solidões - vives sem a vista de uma montanha que traz neve sobre sua fronte e brasas no coração - não há mais nenhuma razão naquilo que acontece, nenhum amor naquilo que te acontecerá - para teu coração não está aberto mais nenhum abrigo, onde ele só tenha o que encontrar e nada mais para procurar - tu te defendes contra qualquer paz última, queres renunciar? quem te dará a força para isso? Ninguém ainda teve essa força!"

Abandonar as crenças é apenas para algumas pessoas. É extremamente difícil desarraigar-se de pensamentos deístas, que almejam proteção, sossego, equilíbrio e prosperidade. Nada está nas mãos de deus, esse ser que humanos loucos criaram. Esse ser, fruto de mentalidades desprotegidas que se espalhou pela terra justamente pela falta que o ser humano tem de todas essas coisas ditas divinas - a paz eterna, a proteção e o amparo. Sim, sem deus os homens se sentiriam desamparados e sem um motivo para viver. o niilista se depara com essa questão a todo momento e sabe que ela é insolúvel. No limite de minhas amarguras, agora não mais contra esse ser inexorável, mas contra toda a sociedade que quer tampar nossos olhos, bocas e corações. Deus hoje em dia é ganhar dinheiro , é ter, possuir; o deus que se busca na época em que vivemos é o deus provedor, que "dá" forças para os seres trabalharem cada vez mais e prosperarem cada vez mais. Ledo engano! Somos todos escravos num sistema rígido, fechado e totalitário não declarado! Somos impulsionados pelos desejos (as pulsões de vida que tanto falou Freud) para hoje adquirirmos cada vez mais coisas, coisas inúteis e  descartáveis - celulares, carros, roupas, sapatos. Somos induzidos e achamos que somos livres pois ganhamos nossos salários neo-liberais! Ideia ridícula pensar em liberdade!!!! Em plena época de escravidão mental! Trabalho escravo e mentalidade escrava! O pior tipo de ditadura... No limite de minhas forças, corro de um lado a outro para isso, tenho consciência plena de minha situação e o deus da prosperidade não consigui matar ainda!!!!! Há possibilidades de fuga? Existem meios alternativos de vida? Não! e ouvir minha mente ecoando esse não nauseabundo me faz ficar cada vez mais triste,  mais deprimida e angustiada. Que futuro terá essa humanidae? Um dia esse sisatema cai, na história vemos que nenhum sistema dura para sempre, mas estarei eu viva para saber? Ou deverei morrer levando comigo ao caixão esse mal-estar pós-moderno?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Barulho (de novo)


Quero fugir, voltar à frialdade inorgânica da terra. Mas quais os meios para isso? Já cogitei tantas vezes o suicídio, mas nunca tive a coragem de cometê-lo. O barulho têm me atormendado novamente. Eu começo a tremer, passar mal e saio na rua com tanto ódio que seria capaz de cometer loucuras se não fosse tão racional  como sou. Sou racional, mas sou humana, e o barulho me faz sentir isso com tanta força, acho que por isso não o tolero, eu sinto a fúria, o ódio, a intolerância humanas. Sentir tais coisas me traz ao âmbito material, tira-me de meu centro tão abstrato, dos meus raciocínios filosóficos (ou pseudo-filosóficos), de minhas questões profundas, do meu niilismo! O barulho afugenta toda a minha vida verdadeira, a vida que escolhi, a vida dos pensamentos. Não consigo suportar! Não mais! Minha rua é infestada de insetos acéfalos que se dizem humanos. Ninguém se preocupa com as algazarras da casa onde abriram o tal salão de festas que tanto me causa sofrimento e dor. Essa semana para mim está sendo muito digfícil, pois fui pedir para que parassem o barulho e imaginem só a resposta que levei! ah, não me era novidade, eu sabia que seria ignorada com todos os meus um metro e sessenta e cinco centímetros! Minha cara de menina boazinha, até parece que alguém iria se incomodar com a minha presença e a minha indignação!!!!! Fui moralmente ferida. Chamaram-me de vagabunda para baixo, logo eu, que naquele mesmo dia, sexta-feira 22 de maio de 2010 havia acordade as 6:15 da manhã, cheguei ao trabalho às 7:30 e só voltei à casa por volta de meia noite, o dia todo preenchendo cabeças com verbos irregulares!!!!!! Polícia? chamei. Psiu? acionei. Prefeitura? denunciei. e o que fizeram por mim????? uma mosca pobre, mais inteligente, de fato, do que todas as outras moscas... enfim, nada foi feito e nada será feito! Terei de ceder à injustiça calada. Que outros meios poderia usar? Acionei até redes de televisão, mas esses caras querem ver sangue... talvez se um dia alguém resolver me apagar eles venham cobrir com uma reportagem. Por agora, fica apenas o minha indignação e a vontade de autodestruição por ter sido humilhada e ofendida!

sábado, 22 de maio de 2010

Non Serviam

No livro Paraíso Perdido do escritor John Milton, na cena em que Lúcifer é expulso do céu por Deus, o portador da luz diz "Non Servian - I Will not serve" Eu não serei servo e com seu grande orgulho e inteligência brilhante, ele caí do paraíso à Terra para formar a sua legião. Lúcifer, foi o primeiro rebelde metafísico da literatura moderna, um marco da narrativa literária ocidental. Para alguns um ícone, não servir a nada, a ninguém. Ser o seu próprio guia e matar Deus. Viver sob suas próprias leis... Na filosofia, o Lúcifer moderno é Camus, o "Rebelde Metafísico". Ele abre seu livro questionando: "quem é um rebelde? - É alguém que diz não!"um escravo, argumenta Camus, que obedeceu ordens por toda sua vida e, de repente decide que não pode mais obedecer algumas regras. Manter-se calado é o mesmo que permitir-se acreditar que não se tem opinião, que não quer nada... Quando o ser humano chega ao ponto da desobediência máxima, quando ele se iguala a seu antigo "mestre", ele se "desescraviza", torna-se uma personagem livre na ficção da vida. A partir daí, o conhecimento profundo das coisas em si começa a aflorar.

Camus cita Scheler para esclarecer o que é ressentimento - uma auto-intoxicação - uma secreção má em um pote lacrado, que provoca impotência prolongada. a Rebelião, por outro lado, remove o lacre e permite que o veneno saia como numa torrente. Scheler também diz que o ressentimento é sempre um fruto da inveja, ao passo que a rebeldia é a defesa do que se possui. . O rebelde é aquele que defende sua integridade e não permite que ninguém toque no que ele é. O Revoltado não quer conquistar, simplesmente quer impor-se. 

A rebeldia metafísica significa, segundo Camus, o protesto daquele que se contrapõe a sua própria condição e a criação no geral., um protesto contra a condição humana em geral. A conclusão que se chega nesse ensaio de Camus é que a existência nada mais é do que o verdadeiro absurdo, O problema não é existir, e sim questionar a existência. E a partir de questionamentos infinitos partidos da metafísica, o ser humano jamais chegará a uma conclusão coerente, apenas levantam-se especulações. Não há metafísica? nada que vá além do mundo material? a própria pergunta soa um absurdo, pois é algo que nenhuma ciência e nenhuma filosofia poderá costatar.

O niilismo, ou seja, o conhecimento de que o sistema da vida não passa daquilo que é do âmbito do real, do físico, sem explicações além da matéria em si. Essa é a única e mais provavel verdade que conhecemos - O nada a nossa frente, a morte como o fim de sua existência. Esse pensamento desagrada, até mesmo nos faz sentir medo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dio - Para sempre em nossos corações


Ronnie James Dio faleceu nessa semana, domingo dia 16 de maio. Uma lenda do Rock, uma voz cheia de emoção. dedico a ele esse post com a letra de Children of the sea, um dos clássicos de Dio no Black Sabbath.

 

Children Of The Sea

In the misty morning, on the edge of time
We've lost the rising sun, a final sign
As the misty morning rolls away to die
Reaching for the stars, we blind the sky

We sailed across the air before we learned to fly
We thought that it could never end
We'd glide above the ground before we learned to run, run
Now it seems our world has come undone

Oh they say that it's over
And it just had to be
Ooh they say that it's over
We're lost children of the sea, oh

We made the mountains shake with laughter as we played
Hiding in our corner of the world
Then we did the demon dance and rushed to nevermore
Threw away the key and locked the door

Oh they say that it's over, yeah
And it just had to be
Yes they say that it's over
We're lost children of the sea

In the misty morning, on the edge of time
We've lost the rising sun, a final sign
As the misty morning rolls away to die
Reaching for the stars, we blind the sky

Oh they say that it's over, yeah
And it just had to be
Oh they say that it's over
Poor lost children of the sea, yeah

Look out! the sky is falling down!
Look out! the world is spinning round and round and round!
Look out! the sun is going black, black
Look out! it's never never never coming back, look out!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Para os que criticam o egoísmo...

Querido Carlos Drummond de Andrade, explique para as pessoas como algumas cabeças funcionam. Não sou poeta, mas você escreveu tão lindamente que jamais chegaria a seus pés com minhas prosas banais...



Confissão (Carlos Drummond de Andrade)
Não amei bastante meu semelhante,
não catei o verme nem curei a sarna.
Só proferi algumas palavras,
melodiosas, tarde, ao voltar da festa.
Dei sem dar e beijei sem beijo
(Cego é talvez quem esconde os olhos
embaixo do catre.) E na meia luz
tesouros fanam-se, os mais excelentes.
Do que restou, como compor um homem
e tudo que ele implica de suave,
de concordâncias vegetais, murmúrios
de riso, entrega, amor e piedade?
Não amei bastante sequer a mim mesmo,
contudo próximo. Não amei ninguém.
Salvo aquele pássaro - vinha azul e doido -
que se esfacelou na asa do avião.



Eu não escolho as minhas leituras, elas me escolhem... aliás, eu bebo dessas fontes, da mesma água com que sou composta. Desculpem-me aqueles que criticam, mas gosto é como bumbum, cada um tem o seu!


Divagações

Existem respostas para todas as perguntas, ou existem sempre muito mais perguntas que respostas? Perguntar demais é ruim... questionar faz de você uma pessoa muito mais infeliz. Não queira saber os porquês, o negócio é viver de olhos fechados, ser levado pela maré... pelo menos essa é uma das teorias da felicidade cuja essência jamais compreenderei pois questiono tudo a todo instante. Mas ao ler o Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro sinto essa vontade de sentir o prazer do calor do sol e da beleza das árvores sem metafísica. O problema é que quando fecho o livro a tal metafísica volta a mostrar seu rosto amorfo. Nunca poderia ser uma sonhadora, não sei o que é sonhar. Vejo o mundo nu e cru, uma realidade absurdamente dura. Jamais poderei abandonar minhas crenças, minhas convicções (meus cárceres), isto aqui sou eu, por dentro um turbilhão de perguntas e perguntas sem resposta. Questionamentos vãos, filosofias vagas... Pareço uma pessoa muito mais velha do que realmete sou, desiludida de tudo e com todos. Costumo observar os acontecimentos ao meu redor e muitos deles me assustam. Daí pergunto por quê. Nunca sei a resposta, nunca ninguém me ensinou e jamais poderei aprender, pois estou presa "a minha classe e a algumas roupas... (vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjôo? [querido Drummond])." Por isso a vontade de fuga, há certos momento que as perguntas começam a atormentar a cabeça, e são incontroláveis, uma carroça conduzida por cavalos loucos, sem um motorista, incontrolável.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Auto-retrato

Essa foto foi tirada em uma festa de dia das bruxas, ano passado, aqui em minha casa. Esta sou eu, a "Bela Adormecida" à espera de um beijo. Não o beijo de um príncipe encantado, mas um beijo da vida, um beijo que me desperte para aprender a gostar de viver. Eu me sinto morta, mas minha carne insiste em não apodrecer. Uma sensação estranha, confusa... Pulsão de morte? Acho que não, é falta de pulsão, de pulsação, falta de ânima, alma. Um corpo perambulante, um zumbi disfarçado de gente, essa sou eu. Queria poder abrir os olhos e enxergar a beleza das coisas, mas tudo para mim é vazio de sentido, a existência é um tormento. O medo e a angústia me consomem a cada dia. Ao olhar a minha própria imagem nesta foto, pensei em quais possibilidades de despertar essa luz de vida que todos têm... seria eu uma criatura não humana?

Peças de uma máquina

Rostos no metrô, mecânicos, robóticos, programados para ir e vir de lá para cá, para fazer determinada função. De segundas às sextas feiras. Milhões e milhões de rostos, de sonhos perdidos, de vidas desperdiçadas, rostos vazios, mentes vazias de significado, cheias de preocupações com trabalho, dinheiro, dívidas... uma molécula, um átomo, uma peça mecânica de uma máquina cujo sistema de funcionamento não se consegue entender, pois uma pecinha tão pequena jamais teria acesso ao HD... Fico triste todos os dias ao encontrar essas caras nos vagões dos trens. Fico pensando o que cada uma dessas pessoas um dia sonhou para si e nunca conseguiu alcançar. Ter uma casa, um carro uma família e ser feliz. Podemos até chegar a comprar uma casinha lá na periferia, ter um carrinho financiado e uma família... mas a casa sempre tem coisas para arrumar, o carro quebra e nos deixa na mão e a família acaba com nossas ilusões. Estranhamente triste mas verdadeiramente real. Puro tormento ou puro mecanicismo... escolha você mesmo se tornar de vez uma peça de máquina ou ser um questionador infeliz.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tenho me perdido em mim. Perdido-me em sonhos malucos, ideias improváveis, pensamentos abstratos, pintura surrealista mental. Tenho feito de mim um arquivo morto: minhas virtudes e defeitos trancados a sete mil chaves. Ando pelas ruas da cidade, no ventinho frio de São Paulo completamente alienada de tudo o que me rodeia, pois estou perdida e perdida em mim. Tranquei portas e janelas. Corri as cortinas e nem mais quero ver a cor do dia. Minha alma é noturna, soturna. Quando penso, não mais penso, sou levada pelo clima, pelas formas, pelas lembranças. E há tanta gente no mundo, meu deus! tanta gente no mundo que jamais irei conhecer ou tanta gente no mundo que reconheço sem conhecer, e na verdade quem se importa com as gentes?

Antes tinha vergonha de parecer ridícula, preguei várias máscaras  à cara, meu rosto se deformou, mas mesmo assim, me sinto ridícula  Já tentei ser útil, agradável, simpática... já pareci uma pessoa extrovertida, uma verdadeira atriz... mas com o tempo percebi que estava tentando me tornar o que queriam que eu me tornasse. Eu comecei a divagar em teses próprias e cheguei a uma conclusão tão íntima que não teria possibilidade de revelá-la aqui. Impossivel externar, uma verdade só minha. "Eu sou só, e eles são todos". Uma ilusão ou uma verdade, não sei, para mim é real, terrivelmente real e possível. Cansei de pensar, minhas argumentações lógicas e ilógicas sempre me levaram ao mesmo lugar, pois agora tenho de crer tenho de apreender essa concepção, por mais absurda que ela seja. O que é essa tese? ora, jamais revelaria, mesmo que as palavras permitissem.


Entusiasta? nunca fui, pareço radical, mas meu radicalismo é só meu, então não conta como entusiasmo. Estar embriagada como num ritual bacante, esse era meu sonho, minha vida seria uma festa, mas nunca consegui deixar que sentimentos tão sublimes possuissem-me.

Então resolvi assumir a minha verdadeira persona, meu rosto verdadeiro - o medo misturado à indiferença e à má sorte. Eis aí a minha face real. No escuro, pelo menos estou protegida. O abismo me engoliu sem eu tê-lo ao menos o encarado! Má sorte! a insensatez às vezes parece morar em mim, mas vejo que não é nada disso, é apenas a minha verdade latejante, daí o medo. A indiferença eu aprendi na escola da vida. Não sei se nascemos indiferentes, se nascemos sabendo amar o próximo, mas aprendi a amar, a cativar e percebi a minha inutilidade diante de todas essas coisas. Indiferença aprendida na cartilha, na lição pela pedra.

Chega de pedras, já me formei nessas escolas da vida, sei de cor todas as cartilhas que existem, até livros didáticos eu conheci, os da vida, os piores... Como uma rosa murchei e agora meus restos hão de, aos poucos, ser engolidos pela terra perpetuamente.



terça-feira, 4 de maio de 2010

É muito mais fácil tentar mudar o outro a mudar-se a si mesmo

Engraçado, meu psicanalista desistiu de mim, perguntou o que eu queria lá, pois não estou pronta para mudar, sou radical. Ele cansou. Eu também cansei de todos quererem me mudar, porra! Eu fiz um tempo de terapia não por mim, mas pela minha família. E vejo que aqueles mais fervorosos, os que mais se irritam com as minhas posturas são infinitamente piores do que eu. Eles têm medo de chegar a extremos como eu tenho chegado. Medo de assumir a inutilidade da existência, a desumanidade dos seres humanos, a injustiça do mundo. Uma vez um amigo surpreendeu-se com uma frase minha "Nada vale a pena". Esse amigo começou a me questionar e eu, como não tenho a mínima vergonha de ser quem realmente sou, abri minha enorme boca em blasfêmias contra tudo... Perdi o amigo! Como as pessoas são hipócritas! Na verdade cada um tem sua opção, eu acho que jamais suportaria ficar ao lado de um otimista doente, eu me afastaria da mesma forma. E assim tenho perdido paulatinamente algumas de minhas "amizades". só porque saí do armário e me assumi uma verdadeira niilista covarde o suficiente para não morrer... Quer mudar alguém? mude-se a si mesmo! Derrube seus velhos paradigmas, seus preconceitos e sua visão limitada! Eu não nasci assim, eu me tornei o que sou depois de algumas experiências de vida. Quer continuar no seu otimismo deslumbrado? Continue! Mas não venha pregá-lo a mim!

sábado, 1 de maio de 2010

Tempos pós-modernos - uma leitura individual

Em tempos chamados pós modernos...
O que não vale mais é a experiência, mas sim a juventude e a vontade de crescer um dia, vontade essa que infelizmente não será realidade de ninguém. O mundo não tem espaço para todos, nem para os melhores.
O mundo tem espaço para alguns poucos selecionados, aqueles que vêm de elites e que certamente não é seu caso.
Nesses tempos, o que significa ser um humilde professor, mesmo que se tenha passado por várias pós-graduações ou mestrados ou até doutorados... O que as pessoas valorizam nos outros não é o Ser e sim o TER. E esse ter é o mais ignóbil imaginável.
Nesses tempos você precisa ser belo e magro, para ser cada vez mais parecido com os robôs da globo, somente assim você tem algum lugar nas rodas de amizades.
Hoje eu me descobri muito mais velha do que realmente sou. Também me descobri muito mais jovem do que gostaria de ser. Dera já ter passado todas as fases de minha vida; dera não precisar passar por fases ainda piores.
Já fui rejeitada milhares de vezes, hoje a rejeição me cai bem, sou mesmo antissocial, e dessa maneira mantenho a minha solidão em paz.
Já fui massacrada por línguas venenosas e hoje o que elas falam pouco ou nada tem a ver comigo.
No final, os sete palmos abaixo da terra são os mesmos para todos. Por isso não me importo com nada, nem com você!