sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O inferno são os outros.

Fiquei pensado essa tarde, o que, afinal, está acontecendo no planeta? Na verdade, o que as pessoas andam fazendo com o planeta? Por que temos esse instinto de auto-destruição? Por que destruímos aquilo que mais necessitamos? Poluímos o ar, a água, o solo... detruimos as nossas fontes de riqueza, não pensamos mais no futuro e nas gerações que ainda estão por vir... Por que diabos o homem se tornou tão egoísta? Não temos mais senso de continuidade, não temos mais identidade e nem mesmo sentido histórico para a nossa realidade. Não pensamos mais nos nossos filhos, apenas pensamos no aqui e no agora, na nossa satisfação pessoal. Seriam esses os traços do homem pós-moderno, ou seria apenas uma característica do ser humano a qual ficou mais evidente dentro do sistema em que vivemos? São questões para refletirmos um pouco. Não tenho a pretenção de tentar respondê-las, mesmo porque, para isso, seria necessário um estudo mais aprofundado da história em si, da psicologia e da sociologia. Essas três áreas juntas poderiam dar conta de pensar os porquês aqui questionados. O meu palpite seria dizer que nós seres humanos somos maus por natureza e a sociedade nos ajuda a ser cada vez piores. Cada um de nós é um fosso de egoísmo, de maldade, de inveja, de ódio pelo próximo, de rancor... Somos cada um o demônio do outro, ou como prefere Sartre, O inferno do outro. Privar-se do convívio social é um ato de extremo egoísmo, como apontam Deleuze e Guatari em O Anti-Édipo. No entanto, conviver com os outros é deixar-se massacrar, deixar-se humilhar, ofender, castigar; é se auto-destruir. Como então resolver essa questão? Eu sugeriria, como de costume, a auto-suficiência e a solidão. Entretato, essas soluções não são assim tão fáceis de se obter, pois vivemos em sociedade e todos nós precisamos dos outros para a nossa sobrevivência. Acretido que quase ninguém seria capaz de abandonar tudo para viver sozinho no meio do mato. Como sobreviver assim, sem um teto, sem dinheiro, sem nada? Infelizmente somos obrigados a nos submeter ao veneno dos outros. O mais correto, nesse caso, seria tornar-se um verdadeiro Estóico, viver numa constante apatia com o mundo. Ser imperturbável, ser impassivo e insensível.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Fale na cara!

Estive muito cansada ultimamente. Vi muitas construções sólidas virarem pó. Vi a verdadeira face de pessoas que sempre se esconderam por trás de máscaras. Vi o mundo desmoronar. Vi catedrais imensas pegar fogo. Vi pássaros abandonando seus ninhos. Vi também os muros caírem e serem reconstruídos, dessa vez, com mais solidez, para não permitir de forma alguma que os outros possam observar. Enfim decobri coisas as quais deveriam ficar em segredo. Vi uma realidade a qual não deveria ter enxergado. E depois de ver tudo isso, eu cheguei ao ponto de esgotamento: eu realmente cansei. Estou em uma fase de Tolerância Zero! Falei coisas que não deveria falar. Maltratei pessoas que mereciam ser maltratadas, sem dó e nem piedade. Falei na cara tudo o que sempre oprimi para não magoar ninguém. Mas do que vale, afinal, guardar e guardar mágoas e rancores e inconformidades? As pessoas falam umas das outras por trás e isso é considerado algo correto, algo comum. Mas quando alguém se atreve a dizer o que pensa do outro na cara dele, aí a coisa muda. O clima se torna pesado, o tempo fecha. Os olhos que encaramos de frente tendem a fugir de nossa companhia. Foi o que aconteceu comigo. Eu simplesmente falei coisas às pessoas que eu não acharia certo falar por trás delas. Todas elas se ofenderam (diz um ditado que a verdade doi). Permaneci, enfim no conforto de minha solidão. Mas ainda inconformada com a falsidade descarada das pessoas que habitam esse mundo infeliz! Então quer dizer que falar por trás pode? Ninguém se ofende? Ah, eu acho que depois dessa eu vou me deitar e dormir... cansei mesmo, as energias se esgotaram... que absurdo!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Auto-Suficiente

A auto-suficiência é a conquista mais difícil do ser humano. Qerendo ou não, sempre precisamos dos outros para algumas coisas. Vivemos em uma sociedade de dependência, de interdependência. Um precisa do outro para viver. Entretanto, quando nós precisamos de favores de outras pessoas, favores pelos quais nem sempre podemos retribuir de imediato, aí tudo fica muito mais complexo. Ninguém ajuda ninguém a não ser que haja algum benefício por trás. se você tem um amigo, saiba que essa amizade só existe porque um fornece algo ao outro. A partir do momento em que você não tenha mais nada a oferecer, essa amizade se acaba. Mas o pior de tudo é quando você sabe que algumas pessoas poderiam ajudá-lo hoje para que no futuro você pudesse ajudá-las, entretanto essas pessoas se recusam firmemente a descerem de seus tronos de onipotência para estender uma mão amiga a quem precsa delas, pois elas não tem nada de imediato a tirar vantagem. O mundo dá muitas voltas, e algumas pessoas que viraram as costas para mim quando eu precisei delas, irão recolher esses frutos, talvez não pelas minhas mãos, mas pelas mãos da própria vida. Isso parece até um ditado cristão, e pode até ser, mas eu preciso acreditar nisso, preciso acreditar que um dia as maldades das pessoas vão ser punidas da pior forma possível. Eu na verdade não acredito em nada disso que preguei até agora, pois o tempo da virada ainda não chegou e eu ainda não vi ninguém que tenha feito coisas absurdas pagarem por seus crimes de forma justa, mas vou sentar e aguardar, é a única coisa que me resta, a única coisa que pode confortar o meu coração que transborda de ódio pelas injustiças que vejo no mundo. É preciso ser muito guerreiro para estar todos os dias frente a frente com os seus inimigos, com pessoas que querem derrubr voc~e a qualquer preço e troco de nada., simplesmente porqu não gostam de você. Eu entendo a lógica disso da seguinte forma: aquele que poderia me ajudar e se recusa é alguém que não quer ver o meu bem, logo é meu inimigo. E essa ajuda que eu preciso não é dinheiro, não é que trabalhem por mim. A única coisa que eu preciso é que alguém cuide por pouquissimos momentos da pessoa mais importante que tenho na minha vida, o meu filho, para que eu pudesse trabalhar. Mas no final das contas eu acabei resolvendo isso de uma outra forma. No final, tudo tem um jeito. A única coisa que não tem jeito é o ressentimento que sentirei pelo resto dos meus dias por aqueles que viraram as costas para mim. Jamais hei de esquecer.

Ensaio de Kleber Kappodanno

Quero ser humano, mostrar e fazer o que sinto e penso, mas o mundo em minha volta não me deixa ser menos que uma semente de orvalho ou uma gota de mel de abelha. São pequenas as coisas mesquinhas do mundo, e são justamente estas coisas que o ego nos coloca para baixo, que não será possível de destruir a mais densa rocha, apesar de um ser frágil, sensível e absoluto, no interior mora uma força capaz de transpassar toda a escuridão do lado de fora. Tão densa e sólida esta energia, que se realmente usada às forças opostas já mais existirão. Escolher às vezes não é o melhor caminho, mas deixar acontecer, é não ter determinação. Aceitar o que lhe convêm é mais prático do que se optar pela mudança dos fatos. As fronteiras existem para serem ultrapassadas, os sonhos existem para serem realizados, porem há realidade. O homem sozinho é um ser sem base nem apoio, será o amor a união de todos os sentimentos num único? Como a chegada é a junção de todos os caminhos. O dual ai cessa. As vezes se faz o que não pretende, te orientam o caminho certo correto muitas vezes nem é o seu caminho, o caminho da felicidade nem todos sabem, o da infelicidade posso dizer que sei, (siga o que falam, faça o que digam!) se for capaz de amar, eclodir o amor por você mesma seguirá seu caminho e a mudança virá. As vezes procuramos sentido em tudo, mas seria mais obvio se déssemos sentido para as coisas ao contrário de procurá-los. O detalhe às vezes fala muito mais que uma ação inteira, um contexto formado, mas o detalhe por si só, não é capaz de dizer às verdades que estão por trás desta ação. É preciso um conjunto de atos, para se fazer compreender, no entanto nem sempre se consegue. A imagem vai te convencer muito mais que trilhões de palavras. O mero nem sempre está ao nosso alcance, mas fazemos o possível para ter o que pensamos, se não fomos guerreiros com a vida, ela nos afoga. Vivem e estão a caminhar, passam e estão a olhar os alegres, para poder entristecê-los, derrubá-los, são seus prazeres quem sabe? Nem eles mesmos sabem. Será que faz sentido, parte da vida conviver assim, pois a harmonia utópica e perfeita esta em parábolas, na verdade é somente a realidade. Muitos não queriam que fosse esta a verdade, mas na terceira pedra, perfeita e exuberante do sol, vivem seres que não dão valor para a oportunidade de viver e ser livres. Talvez pela lei da evolução das espécies, ou quem sabe qualquer outra filosofia, crença e doutrina, não importa o que, o que importa é que a chance foi lançada e nada se vê, para valorizar para usufruir e cativar, amar a tudo e a todos. Às vezes a vida faz a gente fazer coisas que não queremos. Às vezes a vida faz escolher caminhos que não são os nossos. Às vezes criamos sonhos e deixamos, como se fosse neve. Às vezes a dor parece ser o único sentimento real. Às vezes acreditamos demais no caminho, mas ele vem à tona. Às vezes a jornada parece ser fácil, simplória ilusão. Às vezes o real não é o que sentimos, mas sim o que somos. Às vezes o que somos não é tão real quando fazemos. kleber kapodanno

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Eu concluí a poucos dias que o melhor remédio para a dor existencial é ser auto-suficiente. Isso já ensinava Aristóteles tanto tempo atrás. Li Schopenhauer e entendi um pouco o que ele disse, mas só foi através da experiência que descobri. Quando eu me CANSEI das pessoas, de todas elas, quando eu cortei definitivamente todos os laços que eu tinha com os outros, quando eu decidi viver a minha vida sem precisar de ninguém é que eu percebi o quão importante é ter um coração duro, um coração valente, um coração que aguenta ser queimado e espetado por todos os lados. Ter no peito um coração forte que nunca desiste. Percebi o quão importante é não precisar de absolutamente ninguém, pois todas as pessoas só pensam em si mesmas e não dão a mínima para você. Elas não querem nem saber se você está vivo ou está morto!!!! Sim, vou levantar a bandeira da auto-suficiência para sempre. Vou morrer sabendo que eu sou a única pessoa capaz de me ajudar sempre que eu precisar. Eu sempre estarei lá, nos momentos alegres e nos momentos mais difíceis. Eu só posso contar com a pessoa que mais me ama: Eu! Não quero ninguém chorando no meu leito de morte. Não quero ninguém me visitando no hospital se um dia eu ficar doente. Eu queria que as pessoas me ajudassem a viver e não a morrer. Então quem não esteve ao meu lado na vida deve se afastar de mim na morte.

Eu tenho um Coração Valente!

É preciso aprender a conviver: a viver com a dor, com a angústia e com o desamparo. Continuar a batalha, mesmo que seja sozinho. Vencer todos os males que nos cercam ou entregar-se completamente ao fracasso, ao descaso dos outros, à própria destruição. Devemos seguir adiante ou escolher a morte, pois o terceiro caminho é o mais cruel de todos: é ficar com dó de si mesmo e sofrer a dor mais lastimável e mais inútil que o ser humano pode ter. O egoísmo exagerado nos causa esse sentimento repugnante que é a dó de si mesmo. Aqueles que sentem dó de si mesmos são as pessoas mais miseráveis do mundo. Elas querem tudo para si mesmas e nunca pensam no próximo que precisa tanto delas. Eu não quero seguir esse caminho de ter dó de mim mesma, pois sei que algumas criaturas precisam de meu amparo. Eu sei como é duro precisar de ajuda e não tê-la de lado algum. Eu tenho passado por maus momentos me lamentando devido a minha necessidade de ajuda de outras pessoas que pouco ou nada se importam comigo. Então achei que eu não deveria mais lamentar e seguir a minha batalha sozinha. Não precisar da ajuda de ninguém é a conquista mais importante que um ser humano pode alcançar. Mas isso não quer dizer que ele não possa ajudar os outros. Muito pelo contrário: ajudar aqueles que nos amam e que precisam de nós nos dá força para suportar a pesada carga que é a vida. Nos fortalece tanto que acabamos por fechar os olhos para tudo aquilo que está errado na ordem do mundo. Ver o sorriso de agradecimento dessas pessoas as quais ajudamos é mais valioso que receber qualquer medalha de honra. É algo que nos engradec, que nos envaidece e ue pode nos tornar mais amáveis. Eu penso no mundo lá fora e sei que ele est´todo errado, mas eu cansei de me lamentar por uma coisa a qual eu jamais conseguirei consertar, logo decidi seguir os conselhos da psicologia e tentar mudar o que eu posso mudar, aquilo que está ao meu alcance: aminha própria mente, a minha própria forma de pensar. Cansei de me sentir uma vítima do mundo, uma grande injustiçada. Agora penso que vou fazer tudo qu eu puder para melhorar o meu cotidiano, o meu dia a dia. Vou ajudar aqueles que amo e que precisam de mim. Vou principalmente ajudar a mim mesma arrancando lá do fundo do coração o sentimento de dó que sentia por mim mesma e substituí-lo por um sentimento de força, de que eu sou capaz, de que eu vou conseguir provar para o mundo e para mim mesma que eu sou uma pessoa do bem, uma pessoa de bem, alguém com princípios e convicções fortes. Quero provar para mim mesma que eu não sou uma pobre infeliz, mas que eu sou um ser humano que batalha, que sabe reconhecer os erros do mundo e não é conivente com eles, entretanto sabe que é impossível mudar a ordem caótica do que já está estabelecido desde o surgimento da humanidade. Não quero ser mais uma derrotada da vida. Não quero morrer numa cama chorando por minhas próprias desgrças. Vou levantar e ser útil. E não vou deixar NUNCA que ninguém faça algum mal contra mim. EU NÃO ME PERMITO!!!! Chega de sofrer por nada! Chega de deixar os outros me ferirem. Cansei!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Sem alma

Corpos sem alma que habitam a terra! Estamos todos juntos e todos sós nessa batalha. Acordar todas as manhãs e enfrentar um longo dia... Um longo dia como todos os outros, vazio, insignificante. A humanidade é um grande câncer sob a face da terra. Mas que raio de imbecil criaria a humanidade? Eu me sinto a cada dia mais vazia, mais triste, mais perdida... Sem saber o que pensar, sem saber se enfrento a realidade ou tento inventar alguma idiotice que possa fazer com que a minha vida seja menos tortuosa. Já pensei em acreditar nos pensamentos positivos já que não tem como engolir uma idéia de Deus. Vi o tal do segredo! Aquela porcaria até que pode ajudar alguns perdidos na face da terra, mas não funcionou comigo... até tentei, juro que tentei. No fundo tudo aquilo faz sentido: O homem descabido de sentimento de sentido é um homem perdido! Por isso temos que encontrar algo que explique toda essa droga de existência. Seja acreditando no amor, na vida após a morte ou em qualquer outra invenção humana... Eis aí a única salvação! Acreditar em algo, especialmente, acreditar que você tem algum motivo de ser, de existir. Acreditar que você não é apenas mais um, mas que você é importante e especial, nem que seja na vida de algumas pessoas. Quanta mentira, quanta imbecilidade... No final, não acreditar nisso é estar imerso no oceano do absurdo.