domingo, 30 de dezembro de 2007

De repente eu descobri

De repente eu descobri que exigia demais de certas pessoas. De repente eu descobri que eu estava além das exigências delas. Descobri que subestimava a minha capacidade de entendimeto para tentar penetrar no mundo dos outros. Eu, de repente, descobri que a leitura me afastou da maioria das pessoas, descobri que eu já era peculiar antes de me aprofundar nos estudos, mas depois de tanto estudar, essa peculiaridade se tornou algo com proporções gigantescas... Hoje, às vezes, eu me pego falando sozinha, já que eu não mais consigo compreender a linguagem dos homens e nunca aprendi a linguagem dos deuses ou dos anjos (e nem acredito neles!!!). Eu descobri o que realmente significa mediocridade e me vi triste por não ser uma pessoa mediana. Não sei se estou acima ou abaixo das pessoas. Não sei se pensar diferente dos outros é bom ou ruim. Não sei mais o que é certo ou errado. Descobri que estou agora cercada pela angústia de não mais pertencer por ser dessemelhante. Torturo-me então por mais uma circunstâcia: eu sou só e eles são todos. Eu me aflinjo por querer julgar as pessoas, por querer classificá-las, por pensar que elas estão erradas, que elas não pensam, que o mundo pensa por elas... Aflinjo-me por saber que conheço tantos seres humanos que têm convicções de coisas que não passam de uma grande mentira, de um grande circo armado. Tenho pena e me sinto superior àquele que acreditam que a lógica desse mundo está correta, que não se pode transformar as coisas, que o mundo dá igual oportunidades a todos. Sinto às vezes até o meu coração inflar de ódio, de raiva, de rancor, pois algumas pessoas precisam aprender a pensar por si mesmas, e elas não compreendem que para se pensar por si mesmo é preciso mergulhar de cabeça nos livros, e não ficar atônito, parado como um sapo caçando moscas, fazendo a sua cabeça por coisas que se ouve por aí de bocas que mal sabe o que falam. Enfim, descobri que através de todas essas decepções, através dessa inconformação, de todos os descontentametos que tenho experimentado graças a alguns seres que conheço, minha aversão só aumenta cada vez mais e minha força para continuar me refugiando atrás de meus livros.

Sobre a falsidade

Lembro-me de quando eu era criança, tinha a impressão qe todas as pessoas que me agradavam, que me eram gentis, realmente gostavam de mim. Fui crescendo e a medida em que fui me relacionando com os seres humanos, comecei a ter a sensação de que nem sempre quem nos trata bem, quem nos elogia, está sendo verdadeiro. Por um grande período de tempo comecei a ficar desconfiada das intenções dos outros. A minha adolscência e início da fase adulta foi tumultuada por acontecimentos dos mais diversos. Todas as vezes que alguém se aproximava de mim, tinha uma forte impressão de que ninguém dava ponto sem nó, ou seja, todo o elogio, todo o ato de bondade e generosidade, por trás, tinha uma intenção pérfida. no entanto hoje eu começo a perceber uma característica que está em todas as pessoas: elas são duais. Por essa razão, fica difícil julgá-las quando elas estão sendo verdadeiras ou quando, no fundo, elas tem alguma intenção encoberta. Essa dualidade, segundo a psicanálise, consiste em uma característica peculiar: todo o ser humano tem a necessidade, por um lado, de se relacionar com os outros, de manter contatos, por isso os homens vivem em sociedade. O ser humano tem necessidade de comunicar-se. A presença do outro é essencial. Por outro lado, o narciso de cada homem se conflita vorazmente com a presença do outro. o outro nos incomoda na medida em que ele nos delimita, a presença do outro é um golpe ao narcisismo. o contato com o outro coloca-nos em uma situação de rompimento com a plenitude do Eu, colca-nos frete a frente com o reconhecimento do Eu e do não-Eu. muitas vezes nosso ego precisa aniquilar o outro dequalquer forma, pois ele nos anula, nos ameaça. Se o outro desfruta de uma vida melhor que a nossa, então aí é que esse mecanismo de destruição que existe dentro de cada um de nós começa a pulsar incansavelmete, pois se ele pode desfrutar de uma vida boa, o que será deixado para mim? Claro que isso é conscientemente negado com a afirmativa de que no mudo há espaço para todos nós. Entretanto esse sentimeto de aniquilar o outro está presente instintivamente, querendo ou não. Como se explicar, por exemplo, casos tão cotidianos de uma pessoa puxar o tapete da outra na vida profissional, ou na vida familiar ou na vida afetiva??? Se há, realmente, espaço para todos? Se a resposata fosse firmativa, isso não faria sentido. Todos nós somos tomados por esse sentimento, que é um instinto, de aniquilar o outro para grantirmos o nosso. Essa é a ambivalência do ser humano: por um lado, queremos manter nossas relações sociais, queremos estar sempre rodeados de amigos, de familiares de pessoas em geral. Por outro lado, somos como porcos espinhos (Assim falava Schopenhauer) que necessitam do calor dos outros mas mesmos assim não conseguem deixar de espetar uns aos outros. Hoje quando alguém (que já tenha me dado "espinhadas" antes) me parece ser demasiado gentil, não mais encaro como falsidade. Percebo que no fundo as pessoas estão sendo siceras, no entanto, quando se confia demais na sinceridade alheia, esteja preparado para levar uns belos cutucões! as pessoas são duais.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Quem sou eu.

Sou uma aberração da natureza. Uma pessoa extremamente egoísta, arrogante, extravagante e bizarra. Sou filha do carbono e do amoníaco, monstro da escuridão e rutilância. Sofro da influência má dos signos do zoodíaco e sou profundissimamente hipocondríaca. Mas isso não é tudo: o pior de todos os meus inumeráveis defeitos, com certeza, é que sou uma pessoa verdadeira, uma pessoa que fala o que pensa na hora que quer sem medir conseqüências. Esse defeito faz com que pessoas do mundo inteiro tenham ódio, aversão e até medo de mim. E o mais interessante de toda essa história é que a minha aparência externa não denota nenhuma dessas características... Interessate, eu reconheço a maioria dos meus defeitos. Sei que às vezes tenho muita raiva das pessoas, às vezes tenho pulsões de morte. Otras vezes sinto uma inveja profunda, penso que certas pessoas não merecem o que elas têm... No entanto, sei que esses sentimentos são instintos demasiadamente humanos. Tento refreá-los ou expurgá-los de outras formas que não firam as pessoas que não tem nada a ver com os meus sentimentos (mas nem sempre ajo dessa forma, nem sempre as coisas funcionam como planejamos). No entanto, sou vítima da violência de pessoas que, assim como eu, possuem todos esses sentimentos mas tentam camuflá-los. As pessoas em geral detestam admitir seus instintos mais animalescos. Todas elas querem fingir que são equilibradas, que não têm ódio, inveja, cobiça. Ninguém quer parecer pregiçoso, ignorante, arrogante ou vil. Todos usam máscaras o dia todo e acabam esquecendo-se de tirá-la até na hora de se olharem no espelho. As pessoas fingem que são equilibradas, justas, honestas e boas. Todas acham que um dia vão para o céu!!! Interessante quando você as interroga e as aponta os defeitos. Elas viram e dizem "imagine, eu fazer uma coisa dessas? Eu só quero o bem dos outros!" No fundo as pessoas querem ver você se dar mal. Tenho convicção disso por exeriência própria. Quando você está quase no topo, você vê milhares de mãos agarrando os seus pés e os puxando para baixo. Você vê que seus melhores amigos são na verdade seus maiores rivais. Loucura é viver nesse ninho de cobras e fingir o tempo inteiro que está tudo bem! Fingir que você não vê as coisas erradas, fingir que você não odeia muito tudo isso... Loucura é não perceber quando a sua máscara está colada a sua cara. Loucura é acreditar que você não tem sentimentos impuros. Acho que sou a única pessoa sã nesse mundo!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Eu me cansei das pessoas.

Eu simplesmente me cansei das pessoas... Eu não as entendo e nem tenho tempo para tentar entendê-las. O que me resta, afinal, é divagar sobre seus possíveis motivos de agir e acreditar que eu não tenho culpa se elas se sentem infelizes ou incomadadas pela minha presença. Se eu errei em algum ponto, ninguém me avisou. E se efetivamente errei, digo e repito que não me arrependo! E quem se arrepende de algum coisa? e quem levanta o braço e diz "eu errei!"? Quem dá a sua cara para o tapa? Quem está disposto a reconhecer os seus próprios defeitos? Com certeza, eu não sou assim e com muito mais certeza ainda, os outros não são assim. Então o que podemos fazer é continuar a nossa pequenina existência conhecendo outras pessoas, errrando com outras pessoas e as descartando para depois arrumarmos outras pessoas para errarmos de novo e bla bla bla... é assim que funcionam as coisas em uma sociedade descartável. As amizades também são descartáveis. Enfim, eu me cansei das pessoas, eu definitivamente me cansei de todas elas...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Na desgraça, pensar em outros que são mais desgraçados, é o nosso maior consolo: é este o remédio eficaz ao alcance de todos.

Que pensamento mais cristão esse que apresentei como título, para variar, um citação de Schopenhauer. Sim, ter misericórdia do próximo que está pior que você faz com que você se esqueça um pouquinho de suas dores tão mesquihas e egoístas! Além disso, pensar no próximo, ter compaixão e tentar fazer um pouquinho para melhorar uma situação tenebrosa (e muitas vezes irremediável) do outro faz com que você se esqueça que as dores do mundo são muito mais acentuadas devido à injustiça cometida pelos nossos honoráveis déspotas, os quais elegemos nas eleições e que ficam no meio de uma situação lastimável: por cima, os grandes empresários, os banqueiros e magnatas; por baixo, os trabalhadores que sustentam essa pirâmide, e às mrgens, na perifera de tudo isso, os pobres marginais, os humilhados e ofendidos, os desempregados, aqueles que não cabem dentro dessa torre tão desproporcional. Pensar assim é a grade lástima da humanidade. Pensar que as dores do outro são piores que a minha faz com que eu não aja mais, causa inércia - tudo continua, de geração em geração a mesma merda de sempre...

Parece que o destino quis juntar o escárnio ao desespero. (Schopenhauer)

Nossa vida é uma grande tragédia com pitadas de comédia: uma tragicomédia. Somos os atores e fazemos da vida o nosso palco, de nossos recursos instrumentos e de nossas formas de pensar, o roteiro. Aos olhos do espectador, somos sempre personagens cômicas e dignas de escárnio. Nunca realmente nos elevamos como as verdadeiras personagens da tragédia Sofocliana ou Euripideana, por mais trágica que seja a situação e por melhor que nos desvencilhamos da situação. Somos sempre digos de piedade ou de riso aos olhos alheios. Somente a própria tragédia é que tem valor. Vivemos em um grande circo, onde a alguns cabe o papel de mágicos, outros de equilibristas e outros de palhaços. Somos os homens ocos de Eliot. Vivendo por nada, vivendo por viver... vivendo e sofrendo a cada instante. Alguns humilhados e outros ofendidos; outros, no topo da cadeia, a chicotear, a escarrar e a gargalhar sem limites. Uma vida imunda, uma vida fedorenta, cheiro de pus e sangue velho - mil e uma noites de sodoma. Os homens inventam tantas coisas para desviar a nossa atenção da realidade... inventam a tv, inventam o computador, inventam que temos que trabalhar e trabalhar e trabalhar para consumir e consumir e consumir... máquinas digitais, celulares, mp3, carros, motos, tv plasma... o que tudo isso significa afinal? quem está lá em cima olhando tudo e desfrutando do trabalho alheio? quem sabe me explicar o motivo da dor e da miséria humana? Por que alguns realmente acreditam que esse sistema está correto, por que acham que trabalhar para alguém é algo digno? Por que ninguém questiona nada disso? É essa situação absurda que nos torna cômicos, que nos torna baixos. Uma verdadeira tragédia com generosas pitadas de comédia que nada significa.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

"Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres" Voltaire

Você tem o direito de dizer o que quer, no entanto deverá arcar com as conseqüências de cada efeito de suas palavras! Penso que um blog é um espaço democrático onde compartilhamos idéias e repensamos e refletimos sobre as nossas próprias. Ninguém tem razão e todos têm razão! Essa é a única afirmação (ou negação?) que posso fazer. cada um de nós vivencia experiências diferentes, temos genéticas diferentes e o mundo contemporâneo nos permite pensar diversamente. Eu posso até discordar com tudo aquilo que pensas, mas, como Voltaire, defendo até a morte o direito que tens de pensar diferente! Só devemos tomar extremo cuidado para não invadir o espaço do outro, não interferir, criticar ou esnobar as diversidades. Elas são importantes, são a essência de cada ser humano. Algumas pessoas são extremamente arrogantes: Elas acham que só o que elas pensam é verdadeiro e só o que elas acham tem validade. elas acreditam cegamente em suas próprias conclusões e não dão espaço para os seus semelhantes. Querem mudar mundo, almejam que todos os outros seres humanos pensem como ela. Entretanto, esse tipo de pessoa passa por sofrimentos incalculáveis. Ela não admite estar errada nunca, então vive em conflito com outros egos. Apenas devemos nos precaver da arrogância e aceitar as diferenças como um complemento, como algo além de nós.

Ensaio de Kleber Kappodanno

É este momento de quietude, que vem em mente algo que esta além do limiar transcedente. O Transcedente absoluto, a "progenie". É nesta esfera neste ser que não existe esta tal coisa que chamamos de dual, tudo que estamos acostumados vem de uma idéia de dualidade, ou seja de pares de opostos. Sabemos o que é bom para mim, o que é bom para você, o que é certo, o que é errado , sabemos o que é ser, o que é não ser, o pecado este fator limitador; somos filósofos, reliosos, marxistas, ateu, judeu, protestante, hippie, beatnick, heavymetal, punk, buddista, sadomasoquista, rotulamos denominamos, criticamos e até "pensólogos" somos, queremos advinhar o que as outras pessoas estão pensando. Já se estudam máquinas para isto! Mas existe ai um quarto item, aquele do AUM, é o silêncio subjacente, o que os monges chamam de Imortal. Aqui esta o mortal alí o Imortal, não haveria este se não houvesse aquele. Na existência de cada individuo há uma diferenciação de mortal e imortal. Não sabemos como isto está na gente mas está. Porque não fazemos idéia de como sejam as coisas, nem sequer um átomo sabemos se é onda ou partícula. Por esta razão temos algo divino no interior. Existe uma fonte de energia transcedente. Um físico observa uma partícula subatômica, ele vê um traço na tela. Esses traços vêm e vão, vem e vão; nós vimos e vamos, vimos e vamos, acho que tudo que diz respeito à vida é assim vem e vai. A energia que modela todas as coisas. As outras coisas são apenas palavras, qualificações, limitações. O denominamos como deus que pra mim é uma palavra ambígua. É isto o transcendente absoluto, esta energia que transcende até o limiar não há dualidade, certo - errado, ele - ela, feio - belo; tudo é uma coisa só e uma coisa só é tudo, aquilo que não julga, e que não se pode pensar, porque o que é realmente bom não se pode pensar. E como estamos indo e vindo sempre, e a personalidade é justamente aquilo que a mônada de desfaz, eu diria a missão da vida é vive-lá. Como fazer? Acho que pode ser seguindo sua bem-aventurança, seu enlevo. Não sei como, mas há algo em você que diz quando você esta no seu centro, quando aquilo esta te fazendo bem ou já fez e se abandonar para levar uma vida de apenas ganhar dinheiro. Você terá perdido esta vida novamente.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A Instabilidade da Vida na Sociedade de Consumo

As melhorias econômicas já não anunciam o fim do desemprego. As empresas procuram flexibilidade, ou seja, racionalização de mão-de-obra para o aumento do lucro. Ninguém mais tem garantia de emprego e os que hoje estão empregados dêem "graças a Deus" e rezem muito (embora isso seja inútil) para não perderem os seus empregos. Aquela velha ladainha de que "quem é bom está sempre no mercado" não funciona simplesmente dessa forma. Enquanto o funcionário dá lucro à empresa, ele terá o seu emprego, a partir do momento em que ele começa custar caro, existem outros milhões que podem substituí-lo. Quantas pessoas competentes você já viu cair de seus cargos por esse motivo? Eu conheço alguns casos significativos. Na verdade, ninguém mais tem garantia de nada. Estamos vivendo um dos piores tempos da humanidade em termos de bem estar social. Quem depende da previdência que o diga. Como essas pessoas que não podem se inserir no cruel mercado de trabalho são tratadas, taxadas de inválidas, preguiçosas, lixo da sociedade... Privatizaram tudo, e hoje dependemos da boa vontade dos grandes capitalistas para não morrermos de fome - essa é a mais cruel realidade. E os otimistas que me perdoem, a tendência agora é só piorar. As nossas vidas já não podem mais ser vividas como projetos, planejadas, pois não há mais segurança de nada. Não sabemos o dia de amanhã. Não sabemos o que nos espera no futuro, e a única certeza que temos é que podemos ser os próximos a não conseguir um assento na dança das cadeiras. "Não existe mais salvação para a sociedade. Para o sociólogo Zygmunt Bauman, isto significa que não existem mais órgãos que assegurem a ordem social global. A responsabilidade pela situação humana foi privatizada e os instrumentos e métodos de responsabilidade foram desregulamentados. O engrandecimento individual tomou o lugar do aperfeiçoamento e melhoramento do social. Agora, são a sagacidade e a força individual que são requisitos básicos pra a sobrevivência.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

domingo, 16 de dezembro de 2007

Por que?

Resolvi escrever um blog justamente porque sabia que haveria poucas visitas e dessas poucas visitas uma ou outra iria ler alguma coisa do que escrevi, depois iam desistir e nunca mais leriam nada. Pois nunca imaginei publicar nada das minhas diarréias mentas. Elas fazem sentido para mim e somente para mim. Nunca tive a intenção de compartilhar sentimetos semelhantes com outras pessoas mesmo porque não creio que se possa sentir o mesmo que o outro sente. As pessoas mal sabem o que sentem na verdade. Mas a pior coisa do ser humano é tentar julgar o que o outro sente ou tentar avaliar através de sua vasta sabedoria o que se passa na cabeça do outro, quais são os motivos para esses sentimentos e depois olhar para si mesmo e dizer: "Nossa, como eu sou bom, como eu sou inteligente, como eu sei analisar os outros". O que eu diria a essas pessoas? Diria para elas primeiro olharem para si mesmas e analisarem seus próprios defeitos. Cada um pensa o que quer e não há ninguém mais maduro do que eu que possa julgar a forma que eu penso e vejo o mundo. Mas na verdade, no fundo, ninguém se importa com absolutamete nada, cada um só se importa consigo mesmo e o que o outro pode representar é um modelo de comparação: como sou "superior", como sou melhor". Como gostamos de nos comparar e sempre puxar a sardinha a nosso favor, quanta imbecilidade!!!!

Desabafo do dia:

Affffff, como é que eu vim parar aqui????

sábado, 15 de dezembro de 2007

Pertencer ou não pertencer?

O ateísmo é um fardo muito pesado a ser carregado: ninguém escolhe ser ateu e pronto. Nasce-se ateu ou aprende durante a vida que as crenças existentes são quimeras. É extremamente difícil encarar o mudo e aceitar que não existe nenhum significado para além dele mesmo. É difícil contemplar a beleza da natureza e assumir que ela somente existe por um mero acaso. E o mais difícil de tudo é não ter a quem culpar pela lástima humana! É Difícil aceitar que morreremos e nada disso faz sentido algum. Que a alma acaba quando o corpo se esvai. Dizem alguns cientistas que a crença provém de uma química no cérebro - creio eu que isso pode até fazer certo sentido, no entanto, é preciso ser maduro o suficiente para negar todos os valores que nos são impostos pela sociedade desde que nascemos. Custa muito se desgarrar de todo esse fardo... E mais uma vez, a única explicação para tudo é o absurdo!!!!! Sem nos apegarmos a alguma coisa, para que viveríamos? Se deus não existe, então devemos inventar outra razão para continuar essa jornada enfadonha. Alguns ainda insistem na exisência de deus, embora esse não mais seja o motivo fundamental de suas existêcias. O que tenho observado nas pessoas do mundo contemporâneo é a vontade de ter e ter e ter cada vez mais coisas. Nossa sociedade trocou a ambição metafísica pelo anseio aflito de adquirir. Enfeitamos as nossas casas com louças italianas, cortinas indianas, tapetes persas... temos em nossas cozinhas refrigeradores de Inox, fogões de seis bocas atomáticos... em nossos banheiros temos toalhas suíças e mármore mediterrâneo... Compramos cremes de beleza com componentes naturais do mar morto ou argila do mar vermeho, compramos artesanatos de todas as partes do mundo que estejam na moda... temos disponíveis em nossas casas todos os tipos de parafernálias tecnológicas possíveis de se imaginar: TV plasma, home theater, aparelhos de som que nem sei mais o nome. Sim, e trabalhamos como condenados para ter e ter e ter mais e mais. E quando o sistema nos lança um outro produto que substitui os antigos, somos obrigados a nos desfazer deles para comprar os novos! Um sistema brilhante! consumo que gera mais consumo em cima de consumo! Eis a nossa nova crença! Crer ou não em deus não é mais algo tão importante. O nosso tempo está muito ocupado para pensarmos em eternidade. Pensamos no hoje e no agora, no prazer imediato. Pertenço ou não a esse sistema? claro que sim! Senão já teria me suicidado ou virado hermitão. No entanto, sou consciente de que nada disso pode preencher no fundo o grande vazio da existência, a grande inutilidade de todas essas coisas...

"Como te atreves a perturbar o sagrado repouso do nada, para criares este mundo de angústia e de dores?"

Os psicólogos que me perdoem, mas o que eles pregam, para mim, é uma tremenda farsa: que cada um de nós tem que mudar a visão de mundo que temos para nos adaptar às coisas, que nós devemos olhar as coisas com "outros olhos", aproveitar aquilo que é bom e ignorar aquilo que é ruim... claro que essas coisas até podem melhorar, de certo modo, a dolorosa existência humana. O ponto de vista de cada pessoa determina o tamanho de sua felicidade: Quem consegue encarar o mundo com olhos alegres, quem consegue aproveitar cada minuto de sua vida para experienciar coisas novas, certamente terá uma dose de felicidade muito maior que aquelas pessoas que vêem a vida como ela realmente é - uma luta incessante sem objetivo algum e que só causa dor e sofrimento. O que observo é que para ser feliz, é preciso ser também cego em relação à realidade que nos cerca. Para ser feliz é preciso cultivar crenças falsas em coisas inúteis e tentar realizar feitos na vida que no fundo não servem para nada. Mas é preciso acreditar, é preciso ter fé que aquilo que se faz é importante. É preciso acreditar cegamente que a vida tem um sentido e que o indivíduo tem uma razão de ser. Uma pessoa que segue esses preceitos será feliz. No entanto, aqueles que enxergam o real, o verdadeiro significado das coisas jamais serão felizes, pois sabem que no fundo nada faz sentido, que todos vamos morrer e que nada que façamos no mundo terá alguma utilidade nobre. Ouve-se que o ser humano criou tantas tecnologias, desvendou tantos mistérios da natureza entre outros feitos. Algumas pessoas pensam que isso é evoluir, que isso é satisfação. Elas não enxergam que na verdade todo esse progresso serve apenas para encher os bolsos de alguns poucos empresários, explorar o trabalho de muitos cidadãos e destruir o nosso planeta devido a ganância de uns e a ignorância de outros. Essa é a mais pura realidade. É para isso que vivemos, para alimentar esse sistema podre. Subimos uns nos outros em busca de dinheiro para comprar essas mercadorias que nos impõem e que de nada servem a não ser matar o nosso tempo ocioso. Nos iludimos com essas crenças falsas de evolução, tecnologia e bem estar, mas nos esquecemos o quanto precisamos trabalhar para adquirir essas futilidades passageiras. No final, tudo passa, os sistemas mudam, as pessoas têm objetivos diferentes (embora no fundo sejam sempre iguais), as modas são efêmeras, mas a dor sim é real.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Se é certo que um Deus fez este mundo, não queria eu ser esse Deus: as dores do mundo dilacerariam meu coração

A vontade de morrer não é simplesmente a aspiração por um mundo "melhor", um mundo "diferente". Essa pode ser uma das possibilidades daqueles que querem cessar suas vidas. Uma outra forma de encarar a morte é desejar o fim pleno das coisas, uma aspiração profunda ao nada absoluto! Pensar em morrer, em meu ponto de vista, é acabar com as dores que a vida nos concede e imergir a alma em um abismo sem fim. É apagar plenamente a consciência, não deixando sequer uma única molécula pensante. É o fim de tudo. Você morre, o seu sofrimento acaba, a sua alma esvaece. O mundo continuará, por certo, mas não mais o seu mundo de dores e angústias. Quando se tem uma alma sensível, as dores do mundo, e não apenas as dores subjetvas, dilaceram pouco a pouco o seu ânimo, assim uma pessoa se torna cada vez mais aflita, atormentada, cheia de psicoses, manias e paranóias. Uma pessoa assim, logo, aspira desaparecer eternamente, pois só de imaginar a possibilidade de restar qualquer sentimento mínimo que seja, já faz com que ela tenha arrepios de horror. Uma visão pessimista, talvez demasiadamente pessimista. Porém, o passar dos anos vai nos mostrando o quão inútil é a nossa existência no mundo, o quão pequenos e insignificantes somos o quão pouco, para não dizer nada, se pode fazer para mudar alguma coisa nesse mundo... Claro que é difícil engolir os sofrimentos do mundo a seco, por essa razão é que inventamos crenças, criamos deuses impotentes e rezamos para tentar amenizar o sofrimento. No entanto, uma consciência límpida e imune a todos esses tipos de crenças inventadas pelos homens inconformados pelas suas existências repugnantes não consegue aceitar qualquer tipo de explicação "transcendente" para a dor real que se sente. Qual a razão de tudo isso? Quando se chega nesse pensamento e não se consegue nenhuma resposta plausível para a questão, somos invadidos pelo pensamento do absurdo! O absurdo é a única explicação! Sim tudo não passa de um grande absurdo!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

É uma dor intensa. Uma dor que chega até a sufocar. As lágrimas rolam pelo rosto sem que se perceba. a cabeça dói, os ouvidos não param de zumbir. E sente-se no coração um triste sentimento de perda e desconsolo. Não se pode imaginar quanta dor uma pessoa sensível precisa suportar por ter cometido um ato tão impensado. Uma dor destruidora. Uma dor inconformada. Um peso enorme na consciência para se carregar pelo resto da vida. Isso é o que se sente quando se faz algua coisa que prejudica um ente querido. Sente-se culpado para o resto de sua vida. Quando você se desfaz de alguém que era tão inocente, que o amava incondicionalmente, que sabia que você era tudo o que ele tinha. O que fazer agora? Como me livrar dessa dor sem saber o que está acontecendo com uma parte da minha vida? Uma parte da minha vida que desloquei do restante que sobrou. Uma parte da minha vida!!!! Vou carregar para sempre esse fardo pesado da culpa? Não sou inocente nesse jogo cruel! Sou a principal vilã, a única culpada! Sou um ser asqueroso, um ser que só pensa em si mesmo! Que horrível! Eu me tornei aquilo que sempre critiquei: egoísta ao extremo! Eu não sei até quando poderei conviver com essa dor! não sei mesmo...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Desfolhada

O outono desfolhou as minhas árvores, uma a uma.
Não perguntou se devia, não quis saber se doía.
Desfolhou uma a uma Agora, minha paisagem é desértica e seca; triste e sem vida
O outono me trouxe desarmonia Trouxe desassossego
Trouxe um imenso desespero, terrível e sem fim.
Meus dias agora são toscos, a natureza, morta,
Os céus sem estrelas, o mar sem motim.
O outono levou embora toda a minha vida
Levou embora a esperança
Roubou de mim a alegria
Deixando apenas espaço para a desgraça
Ah, outono sem vida, ah vida sem graça!
Meus olhos, o brilho, perderam.
Meus pensamentos, o fio, distorceram.
Restando uma dúvida esparsa.
Folhas antes verdes, agora secas no chão, E o rosto enrugado a fitá-las
E o vento seco na pele seca na vida seca De um mundo árido num outono vão.
Por que não conseguimos esquecer, por alguns instantes que sejam, os nossos problemas pessoais tão mesquinhos, os nossos egoísmos tão enfadonhos, as nossas neuroses tão desvairadas, e não prestamos atenção às coisas simples da vida. Não olhamos mais o céu estrelado e nem a lua cheia. Não olhamos mais as flores no campo, não nos alegramos em ver a alegria dos animais... A nossa sociedade também não nos deixa espaço para essas coisas, pois as lâmpadas dos postes das ruas ofuscam a verdadeira beleza da luz natural das estrelas; os arranha-céus escondem a grandeza da lua. Não temos mais campos, apenas asfalto quente e carros buzinando freneticamente. Os animais, cada dia que passa nos distanciamos mais e mais deles. Pensamos ser superiores a eles, no entanto não somos mais humanos; somos máquinas operando outras máquinas e criando novas máquinas num mundo maquinário sem sentido... O dinheiro é o grande Deus o qual todos reverenciam e busca incansavelmente. Somos os homens ocos, nossas cabeças são feitas de palha. Somos os espantalhos em um mundo infértil e sem pássaros. A palavra humanidade se torna hoje sinônimo de "androidade". Estamos nos tornando cada vez mais mecânicos, nossos sentimentos cada vez se turvam mais, até chegarmos a um ponto em que nada de humano, de vida, nos sobrará. Mas quem se importa? alguém se importa? Eu duvido muito que algo possa ser feito. estamos num mundo Becketiano em que não há mais saída. O único jeito é sentar-se em algum canto e esperar o Godot enquanto vemos Luckies e Pozzos fazendo suas trapalhadas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Uma atitude cruel

Eu só queria sumir do planeta. Hoje percebo a minha incapacidade de resolver os problemas com clareza. Tudo me causa uma grande dor! Uma dor intensa. Eu me sinto culpada por tudo. Por colocar a vida de inocentes em um jogo perverso. Eu não tive escolha. Não tive coração. Eu costumo armar enrascadas para mim mesma. Eu me enfio em cada roubada! Eu entro em labirintos sem saber se vou um dia conseguir sair deles. Coloco a minha vida em risco e levo comigo pessoas que me amam. Eu sou um lixo imundo! Egoísta e sofredora. Queria poder mudar a minha vida, mudar o planeta, mudar as coisas que penso etarem erradas. Mas sou incapaz. Sinto-me de mãos atadas defronte a uma vida sem escolhas. Sinto-me desprotegida e frágil. Assumo compromissos impossíves de cumprir, e me sinto a pior critura do mundo por isso! Tenho dó das criaturas que um dia recorreram aos meus braços e fui incapaz de tomar conta delas. Eu queria acabar com o sofrimento do mundo! Mas eu corrompi todos os seres do planeta com a minha crueldade e a minha jactância! Eu sou detestável, deplorável! a pior das criaturas! Eu fui incapaz de cuidar de quem de mim mais precisava e mais gostava. Sou uma criatura infeliz e sempre serei. Entretanto agora tenho consciência da minha baixeza e de meu caráter vil e medonho! Desculpe se um dia e falhei! eu sei que desculpas não são nada, mas sei que terei dentro de mim um arrependimento gritante e um remorso mórbido! Eu não queria que fosse assim, mas foi assim que agi. Agora não há mais volta! Não sofras por mim, nem pelo meu carinho ou pela saudade que terás! Siga a sua vida e encontre novas criaturas que lhe darão outros tipos de afeto, atenção e cuidados. Que estas criaturas as quais confiei tenham benevolência em seus corações, algo que acho improvável mas não impossível! Sempre julguei a esperança como uma coisa péssima, um conforismo lúdico. Mas é a minha última opção agora, esperança! Crer que poderá ser melhor assim para você! O amor excessivo é o que me destrói. A sensibilidade excessiva é o que me mata aos poucos.
Adeus!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Alienista

Ultimamente tenho me sentido como o personagem de Machado de Assis, O Alienista. Quanto mais conheço as pessoas, mais acho que elas são completamente malucas. Sim, as pessoas tem neuroses absurdas, vontades excêntricas e obsessões aberrantes. Elas juram de pés juntos que são sóbrias, equiliradas e prudentes. Entretanto, suas atitudes indicam o contrário. Elas enxergam as coisas que querem ver, são extremamente arrogantes e algumas delas chegam até a ser hipocondríacas ou paranóicas. Outras têm mania de perseguir os outros, especialmente caçar os "defeitos" e as "loucuras" alheias. Elas se julgam juízes soberanos. Apontam inexoravelmente as anormalidades alheias mas não chegam a pensar que elas mesmas possuem os mais aberrantes desequilíbrios! Dizem coisas que não fazem sentido, fazem promessas as quais jamais irão cumprir. E o mais engraçado de tudo é que todos fingem ser normais! todos fingem que não há nada de errado! A aparência é contemplada como a verdade absoluta, não importando o que há debaixo dos tapetes imundos!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Das convenções socias

Por que motivo será que, em algum momento da história, surgiram as "formalidades", as regras sociais, ou melhor dizendo as hipocrisias socias? Por que as pessoas oferecem a sua ajuda quando, na verdade, elas só pensam em si mesmas e odeiam fazer favores para os outros? Qual a razão que alguém tem de convidá-lo para visitar sua casa quando na realidade você nunca será bem vindo se efetivamente aparecer? Sim, vivemos em um mundo de aparências no qual os seres humanos são meras peças de um jogo, tão substituíveis quanto um pedaço de papel higiênico. Vivemos em um ninho de víboras em que se não tomamos cuidado, somos picados e envenenados até a morte. cada um só se importa consigo mesmo, e os outros que morram da pior forma possível. É essa a impressão que tenho em relação ao convívio social. Nossa individualidade se comodificou, se coisificou. Somos objetos, não mais seres humanos. Não temos mais necessidades emocionais e afetivas. Centramo-nos em nosso próprio "eu" e adquirimos coisas e mais coisas para tapar um buraco imenso em nossas almas. Essa é uma estranha realidade que a sociedade de consumo nos trouxe. Não que antes disso o mundo fosse mil maravilhas. Mas é engraçado como nos iludimos com a falsa idéia de "evolução tecnológica" quando, na verdade, estamos "involuindo" como sujeitos.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Sobre o Rebelde Metafísico

A melhor forma para se resolver os seus problemas e os problemas do mundo é o suicídio. Pois não há como mudar certas coisas. É extremamente difícil mudar-se a si mesmo para poder se adaptar ao mundo e às pessoas. Logo, a forma mais simples é a acima proposta. Entretanto, mutas vezes nos falta ânimo para cometer tal ato. Pensamos naquelas pessoas que nos cercam e nos amam e não temos realmente a coragem necessária. Camus propõe a rebelião metafísica: o rebelde metafísico protesta contra a condição humana em geral. O Rebelde metafísico questiona Deus e sua criação. Ele não se conforma com as lástimas e as desgraças que os seres humanos praticam uns com os outros. Se Deus realmente existe, qual é a sua motivação para deixar que os homens façam o que fazem com a sua criação? Por que Deus não interfere em nada? Não há uma explicação palusível para essas questões. Não é possível engolir as respostas cristãs ou espíritas do "castigo divino" ou que temos um "carma". Essas respostas são insuficientes, são ilógicas. Ser ateu é ter um grande fardo a carregar, crer em Deus é revoltante. Se deus não existe, sou responsável por mim e pelos acontecimentos do mundo. Crer em Deus é blasfemar contra a sua criação e contra a existência em geral. Os seres humanos precisam de uma ordem superior pra guiá-los, para colocar a culpa de seus atos errôneos nela. Deus é a criação mais genial do homem. Como disse Voltaire, se Deus não existisse, teríamos que inventá-lo. Pois ele é o bode espiatório ao mesmo tempo é o "todo-poderoso" aquele cuja responsabilidade é julgar os homens e castigá-los como eles merecem. E a responsabilidade humana? e a minha e a sua responsabilidade? Porque será que precisamos ter sempre uma força acima de nós? Seja essa força Deus, ou o governo ou algum outro guru. Por que não saímos de nossa minoridade e iluminamos as nossas mentes? Por que não nos conscientizamos de que os nossos atos são o que movimentam o mundo, que smos responsávei por nossas atitudes e que devemos respeitar as outras pessoas? Como disse Kant, "confiar" em alguém, ter alguém para nos dizer o que fazer, como se fossemos uma legião de formiguinhas, é muito mais fácil que tomar toda a responsabilidade dos nossos atos. Enfim, o maior problema está nas pessoas que finalmente saíram da minoridade, que compreendem o mundo dessa maneira. Esse movimento deveria ser universal, e não deslocado apenas a certos indivíduos. A grande maioria sempre será rebanho. Sempre será guiada ou pela religião, ou pela política ou pela mídia. Aqueles que têm consciência disso são os grandes perdedores, pois a eles cabe toda a dor do mundo: a dor de não poder fazer nada para mudar (quem já tentou mudar alguma coisa, percebeu a inutilidade de tal ato); a dor de saber que tudo é vão e ilusório e que a vida é um palco cheio de idiotas gritando, um teatro que não significa nada.