sábado, 26 de dezembro de 2009

Natal



Na noite de ontem, 25 de dezembro de 2009, fiquei tentando lembrar o que era o natal para mim quando eu era criança, adolescente e no começo de minha vida adulta. Bem, na infância era o dia que ganharia uma Barbie nova da minha mãe, talvez outra de minha tia. Minha família se resumia em mãe vó e tia. na pré-adolescência, para mim, era um dia em que usuaria uma roupa da 775. Na adolescência, era o dia em que sairia com meus camaradas para encher a cara de vinho barato e cantar músicas do Iron ou do Metallica em voz alta para assustar toda a vizinhança. Nesse dia usaria um lindo modelito preto com coturno e spikes. No começo da minha vida adulta era um dia em que eu colocaria uma roupa nova e iria a casa de alguém, (qualquer um que convidasse, mesmo que por educação) e lá comeria até passar mal. Enfim, sempre um dia vazio, um dia sem significado... e percebo que hoje não é diferente. Agora, com trinta anos nas costas e um filho de 7, o natal é o dia em que eu sou obrigada a ir a casa da sogra para comer peru e maionese. Meu filho me inferniza, a partir de agosto, que quer ganhar qualquer porcaria da televisão. Obviamente brinquedos caríssimos, made in china, que não duram uma semana sequer... Não pude ensiná-lo que o natal é um dia simbólico que representa o nascimento de nosso salvador, ninguém deixaria, ele não acreditaria em mim, e nem mesmo eu acredito nessa história afinal. Sim, o natal para mim continua sendo o dia em que celebramos o consumismo inconsciente desvairado e não pude salvar meu filho dessa crença absurda, de que um brinquedo, uma roupa nova ou qualquer outra coisa que se compra no shopping vai trazer felicidade eterna enquanto dure. Vou receber críticas árduas sobre esse meu pensamento, mas quem é capaz de mudar alguma coisa afinal? Será que qualquer um de vocês gostaria de ganhar um sapatinho como o da foto acima? e oque vocês têm feito para melhorar o mundo?

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

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Não, não quero ser feliz a custa de remédio, ou camuflando tudas as verdades cortantes que vejo. Não quero me passar por cega, nem surda e nem muda. Não! para mim já basta o sofrimento de conhecer a verdade! a verdade de um mundo corrompido e miserável! Já chega de tentar querer mudar as coisas. Estou farta de ouvir risadas ao vento, não quero ser assim jamais. Não quero olhar o mundo com indiferença e nem com escárnio. Minha alma é muito mais sublime, muito mais trágica. Não é possível fingir indiferença, não posso tapar o sol com a peneira! E quem no mundo é feliz? A receita da felicidade é ser vazio, um completo vazio... É isso que você realmente quer, ser uma máquina que vai pra lá e pra cá em função de um sitema muito mais complexo que jamais poderia entender e nem questionar? Um marionete? é isso mesmo? Não! Prefiro caminhar com os pés descalços sobre o lodo. Prefiro me queimar nas brasas quentes da amargura de ser um ser pensante. Pensar é sofrer, e pensar não é pensar qualquer coisa, pensar é olhar fundo, penetrar no impenetrável. Pensar é experimentar a agonia de não poder fazer nada, mas apenas ser um ser pensante...

Pensamento do dia:

Não se pode perseguir a felicidade bem como não se deve tentar fugir do sofrimento... ambas atitudes trarão como consequência muito mais sofrimento e muito mais frustração.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O enexplicável prazer da dor.

Sou uma pessoa tortuosamente atrelada à dor. Não me perguntem por que. Não julguem, não discriminem. Se algumas pessoas sentem prazer em menosprezar os outros, outras sentem prazer em ajudar quem necessita, existem aquelas que estão diretamente ligados à auto-destruição e ao prazer inevitável do auto-flagelo. Não é um vício, nem uma escolha - é uma personalidade. Quem já leu o velho Freud sabe que esse "gosto" ou melhor. essa disposição em se auto punir, seja física ou psiquicamente, é o fruto de certas situações desencadeadas pela pulsão de morte voltada a si mesmo.

O que acho mais interessante é a voracidade que certas pessoas tem ao atacar as vítimas do próprio vitimismo (é assim qu me concebo- uma vítima do meu próprio vitimismo cruel). O que será que elas criticam? a sua própria pusão camuflada? O mede de se contaminarem dessa vontade de dor? Não consigo entender...

O ser humano é uma máquina de julgamneto. Todos querem apontar na cara um do outro um erro, um comportameto "desviado", uma atitude que considerem anormal... Vítimas do medo! Sim são pessoas que perseguem nos outros aquilo que mais temem! Uma verdadeira caça às bruxas!!!!


É inevitável mencionar uma famosa frase de Shakespearse: "Todo mundo é capaz de dominar uma dor, menos aquele que a sente". Esse pensamento resume toda essa contradição que nós seres humanos estamos inevitavelmente acorrentados. Sentir dor não é opção, não é escolha, não é destino, sina... é a própria essênci da existência! E como sofrer me eleva!!! E quanto mais me elevo, mais distante me torno aos olhos daqueles que não sabem voar!

F.R.D.


Pedir favores é acorrentar-se aos outros



Quando as pessoas se dispõem a fazer algo para você ou para seus filhos, tome cuidado! Hoje quem te ajuda, amanhã pode lhe cobrar com juros altos! É extremamente difícil distinguir pessoas mesquinhas, que são a grande maioria, de pessoas de bom coração. As mesquinhas podem lhe oferecer o céu para amanhã tornar a sua vida um inferno. As pessoas de bom coração, essas você só as distingue após muito, muito tempo de convívio. Essas jamais reclamam o que você lhes supostamente deve; essas pessoas fazem tudo de boa vontade, sem má intenção, sem julgamento e sem cobranças. Os olhos dessas pessoas, diferentes das pessoas do mal,  transmitem paz, transmitem conforto; as pessoas do mal olham para você com ódio, com inveja e com ardor...

Os mesquinhos estão sempre a procura de um ponto fraco seu para poder lhe azucrinar. Os mesquinhos estão sempre com suas línguas afiadas para lhe dar punhaladas. Mesquinhos sentem prazer e vê-lo na pior situação possível. As pessoas do mal estão sempre em alerta, à caça de qualquer oportunidade que possa fazer você se sentir inferiorizado, cabisbaixo, incapaz.

Mas felizmente a vida nos coloca alguns poucos anjos em nossos caminhos, e é neles que devemos nos apoiar, é eles quem devemos apoiar. Trocar boas ações, e entender que  o restante do mundo pode estar contra você, mas é só você quem deve ignorar e entender que jamais nos livramos da maldição dos homens mesquinhos.


domingo, 13 de dezembro de 2009

Sobre o Barulho

Se o barulho que incomodava mais insuportavelmente o grande filósoso Arthur Schopenhaer era o ruído ado chicote açoitando o cavalo, meu carma é ter de aguentar serras elétricas, marteladas, pancadas, furadeira  todo o tipo de parafernália que existe para construir casas e mais casas, prédios e mais prédios, lojas e mais lojas para uma população de gente estúpida que crsce a cada dia. Isso está realmente infernizando a minha vida e todos os aspectos. Hoje, em pleno domingo sou obrigada a compartilhar a minha privacidade de um dia de folga com esses instrumentos de tortura auricular. Não aceito a hipótese de que ninguém nsse mundo se indigne  e não sofra como eu. Já cansi d reclamar, ligar para a polícia, fazer reclamaçõs em órgãos governamentais entre outrascoisas e nenhum dos meus pedidos foi atendido. Quero paz, sossego, tranquilidade. Quero pder pensar livremente tem a influencia de nnhum ruído horripilante, mas não é possível!!!! E Parece que o tormento me persegue, agora existe um salão de festas ao lado de minha casa, onde pessoas falam gritando e cantam em karaokês. Inferno! Aé suicídio já passou pela inha cabeça. O Barulho é algo que me irrita profundamente. De desconcentra e me desconcerta. Já pensei em investir em um quarto anti-ruído, mas não tenho esse dinheiro todo. O que fazer? Não consigo mais me concentrar para continuar aqui escrevendo, o barulho está insuprtável...

Se...

Se eu fosse uma música, seria "From darkest sies" de My Dying Bride.
Se eu fosse um livro, seria "Parerga und Paralipomena" de Schopenhauer.
Se eu fosse um conto, seria "Memórias do Subsolo" de Dostoievski.
Se eu fosse um homem, seria Albert Camus.
Se eu fosse uma mulher, seria Edith Piaf.
Se eu fosse uma voz, seria a de Geof tate.
Se eu fosse um olhar, seria o de Elizabeth Taylor.
Se eu fosse uma mobília, seria um divã.
Se eu fosse uma bebida, seria blood mary.
Se fosse uma profissão, seria coveiro.
Se fosse um objeto, seria uma quina do teto.
Se eu Fosse uma cor, seria preto.
Se eu fosse uma roupa, seria um sobretudo.
Se eu fosse uma ave, seria um falcão.
Se eu fosse um mamífero, seria um lobo.
Se eu fosse um signo do horóscopo, seria peixes.
Se eu fosse um símbolo, seria uma cruz.
Se fosse um lugar, seria um cemitério.
Se eu fosse uma flor, seria uma lótus.
Se eu fosse um cheiro, seria dama da noite.
Se eu fosse um alimento, seria uma noz.
Se eu fosse um lugar, seria uma caverna.
Se eu fosse você, não teria lido essa droga que escrevi!
Para mim, escrever é gritar silenciosamente, para todos e para ninguém. Escrevo um turbilhão de idéias sem nexo que se agrupam entre si e dão um sentido ao todo e que cada um de vocês, leitores, interpretam da frma que quiserem. às vezes fico meses sem escrever nada, às vezes escrevo sem parar, mas mnha alma pede que eu escreva! São meus tormentos, as minhas vontades de negar tudo... Eu preciso gritar!!!!

Vértices de uma desilusão

Meu nome foi escrito na areia de uma praia cujos ventos fortes sopram, por essa percepção tenho a certeza de que um dia ele não mais estará lá. Simplesmente se apagará como se nunca tivesse existido. As minhas dores são supérfluas perto das grandes dores do mundo. O que significa um simples questionamento de quem sou eu por que meu mundo é assim ou sei lá como quando meus olhos dirigem-se mais à frente? Vejo a fome, o medo o desespero e a desgraça humana. Tenho dó. Mas às vezes penso que o ser humano merece sofrer, ele tem que sofrer porque é naturalmente ruim. Eu não sei mais o que pensar, pois penso tantas coisas que o que eu gostaria mesmo era não pensar nada. simplesmente fechar os olhos e sentir as sensações externas como o vento, a chuva e o sol na minha pele. Não dá! Eu apenas penso e penso o tempo todo. Não tenho mais conseguido me concentrar para ler um livro, nem para ver um filme, pois eu não paro de pensar um minuto sequer. Tenho insônia, perco tudo que ponho na mão, estou cada dia mais desorganizada, tudo isso porque dentro de minha caixa craniana existe uma máquina que trabalha a todo o vapor. se pelo menos esses pensamentos fossem como frutos saborosos, quem sabe deles não viveria melhor? Não! São frutos azedos, amargos, frutos que amarram na boca. Frutos que ninguém quer comprar e nem provar! Daí volta a MINHA tão solene dor, daí volta os pensamentos arrebatadores, volta a tristeza e o questionamento de mim e do mudo. Daí volto a ter dó de todos e volto a acreditar que todos merecem a dor e que ninguém deve ter uma segunda chance. Eu me sinto horrorizada, sinto um holocausto acontecendo na minha mente... eu mato todos, todos eles estão corrompidos e devem morrer! ò Raça humana, ó desgraça humana. Então vejo alguns se divertindo com sua própria miséria e isso me aumenta a raiva que sinto por todos, por tudo e por todos! Eu sou uma desgraçada por não ser um deles, ou serei eu apenas um vértice de uma desilusão?
F.R.D.