domingo, 28 de fevereiro de 2010

My Dying Bride

http://www.youtube.com/watch?v=g3uHn88Dgoo

Por que um ateu não pode ir a uma igreja?


Acho muito estranho a postura de alguns ateus que conheço pessoalmente. Esses dias fui ao casamento de um grande amigo meu, e adivinhem só: numa igreja! Eu fui prestigiá-lo, por que não? Se não fosse mais entrar em lugar algum por questões de ética pessoal, eu nem sairia de casa, aliás nem teria uma casa para começo de conversa. Eu passeio em shopping centers mesmo sabendo da grande ilusão do mundo fantástico do consumismo, os olhinhos nas vitrines chegam a brilhar, os cartões de créditos saltam das carteiras e sei bem que muitas dessas mercadorias foram confecionadas por crianças ou adultos subnutridos que trabalham 18 horas por dia para ter o que comer (lá na índia, na china, ou qualquer outro pais...). Então moralmente estaria ferindo meus princípios de defesa do ser humano escravisado. Sei também que nesses shoppings as pessoas se enforcam em dívidas e viram verdadeiras escravas do sistema financeiro (eu caí nessa). Eu também não poderia consumir meus remedinhos básicos, pois os laboratórios estão pouco se importanto com a minha saúde, o que eles querem é vender! Pararia de fumar na hora, pois o cigarro é cheio de substâncias tóxicas... mas só para dar uma de "desobediente civil" voltaria a fumar e muito para ter uma bela doença e fazer com que o governo arcasse com os meus tratamentos... (quem acredita que campanha contra cigarro é para proteger o fumante é tão bobinho que deve acreditar em papai noel: fumar dá prejuízo para o governo acooooorda!!!!)... Se o Serra estivesse tão preocupado com a gente que fuma, por que ele não toma providências para melhorar o ar podre de São Paulo? Ficar uma hora parada na marginal tietê me economiza pelo menos uns 5 cigarros de tanta poluição que fumo passivamente por lá! Enfim, já perdi completamente o foco da minha argumentação, mas que se dane, pois não posso usar o computador mais !!! não, porque ele propaga violência, pedofilia, porcarias como as que eu escrevo... blá blá blá...


Na verdade o ponto que eu queria chegar é que eu entro em uma igreja da mesma forma que entro em um banco ou shopping ou boteco... sei que nenhum desses lugares prestam, mas o que fazer afinal? Isolar-me em casa para o resto dos meus dias???? Ah, e compare o discurso do pastor evangélico com o das empresas de cartão de crédito... seria um bom estudo essa análise comparativa de ambos discursos hein? Os dois prometem o paraíso e te levam à falência!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sou um ser realmente estranho


É inegavel. Sou realmente uma criatura estranha. Para alguns, estranho significa "louco", "neurótico", "anti-social"... para outros, pode significar "arrogância" ou petulância". Mas o que realmente importa é o que eu sinto que sou, a minha verdade - uma criatura estranha. Alguém que está sempre em confronto com o mundo, tanto o meu mundo interior como o exterior. É interessante pensar que certas escolhas de minha vida tenham me levado a caminhos tão fora do que um dia imaginei para mim. Sempre fui contestadora, revoltada com causas sociais... mas de alguns tempos para cá venho me tornando uma ostra, olhando apenas o abismo que há dentro de mim mesma.

Hoje sei que não tenho talento para nada na vida. Escrevo apenas para aliviar minhas dores e muitas vezes saber de outros seres anormais como eu... tenho obtido respostas fantásticas para minhas postagens, e isso me deixa de certa forma "egoistamente" aliviada, pois sei que não sou a única bizarra do mundo rs... Enfim, ando nesses últimos dias muito mais estranha do que sempre fui. Agora dei de me pegar sendo rude com as pessoas ou fazendo alguma piadinha de mau gosto... ando pavio curto, tolerância zerto! Até xinguei umas moças que passavam na rua falando alto e rindo as duas da manhã!!!! Que absurdo! Vai atormentar o capeta no inferno suas putas! eu gritei da minha janela, e o mais interessante é que ninguém ousou me xingar de volta (provavelmente pensaram que eu era alguma louca rs!). Eu me senti toda onipotente!!! acho que vou fazer isso mais vezes, dá uma falsa sensação de segurança, de força! Por isso digo que sou estranha. Mas julguem como quiserem, louca, maluca, arrogante, estúpida... do que se valem os rótulos afinal?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

My Personality in porcentage


Extroversion |||||||||||||| 77%
Stability || 11%
Orderliness |||| 25%
Accommodation ||||||||||||||||||| 85%
Interdependence |||| 25%
Intellectual ||||||||||||||||||||| 99%
Mystical || 11%
Artistic ||||| 32%
Religious | 08%
Hedonism |||||||||||||||||| 85%
Materialism ||||||||||||||||||||||||| 99%
Narcissism ||||||||||||||||||||||| 89%
Adventurousness |||12%
Humanitarian ||||||||||||||||||||||| 89%
Conflict seeking ||| 15%
Need to dominate ||||||||||||||||||||||||||| 99%
Romantic ||10%
Avoidant ||||||||||||||||||||| 88%
Anti-authority ||||||||||||||||||||||||| 98%
Wealth ||||||||| 50%
Dependency |||||| 35%
Change averse ||||||||||||||||||||| 89%
Cautiousness |||||||||||||||||| 88%
Individuality ||||||||||||||||||||| 95%
Sexuality | 05%
Peter pan complex ||||||||||||||| 63%
Family drive || 16%
Physical Activity || 10%
Histrionic |||||||||| 36%
Paranoia |||||||||||||||||||||| 90%
Vanity |||||||||||||||||||||||||| 99%
Honor |||||||||||||||||||||||||| 99%
Thriftiness || 05%

domingo, 21 de fevereiro de 2010

I'm alive

Não foi desta vez, não deu certo, a consciência pesou demais, pelo meu filho e pela minha mãe... O resto do mundo que se foda! Estou surpresa com alguns comentários no meu.outro post .. apologia? quem faz apologia???? Então nunca leia Camus, nem Dostoievski... Onde está a liberdade de expressão gente? Concordo com quem diz que o suicídio é uma opção válida, uma escolha voltar à frialdade inorgânica da terra. Mas quem não sabe o que significa estar perdido numa multidão de coisas inúteis não deveria ler o blog. Tenho dívidas, tenho sapatos, e tenho tudo isso como alguém que tem compulsão por sexo, por droga, por maconha ou por atormentar a vida alheia. Doenças psíquicas que nem Freud explicou... No fim sou mesmo uma inútil a mais no meio de um  bando de inútéis sem mais o que fazer a não ser enriquecer o sistema financeiro, ou quem sabe quebrá-lo um dia... Lembre-se dos EUA em 29... tanto empresta que um dia não aguenta... enfim, uma hipótese absuda, mas válida. Bem, não consegui, mas estou tentando outrso tipos de suicídio... vou largar meu emprego em junho e vou ficar em casa sem fazer nada, viver com uma renda que estou arquitetando, uma casinha que dá para alugar... Daí eu sumo, sumo e sumo... espero a morte vir me buscar em casa de limousine, e vou usando Prada, claro!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Morrer

Essa noite eu rsolvi morrer. O calor está insuportável, não aguento mais o barulho da cidade... problemas que se resolvem mudando de lugar? Sim, mas tenho dívidas e mais dívidas. Tenho uma vida que está cada dia pior, uma rotina que me desgasta e me põe no pior dos lugares possível. Estou apenas tentando criar coragem e pensando nos melhores métodos. Sei que será um dia em que eu estiver sozinha... poderia ter sido ontem, mas ontem eu não tinha cogitado a ideia ainda. Amanhã também não dá... e depois não sei como, preciso de coragem, tenho muito medo, não de morrer, mas de não dar certo, sabe? Já pensou que transtorno minha vida se tornará se por um acaso eu não morrer????? Poxa só preciso de uma boa ideia e muita coragem...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Melancolia


Como é que pode não existir, se a dor é tão real? tão intensa? Não consigo fugir, e se fugisse, estaria fugindo de quem afinal? De mim mesma jamais conseguirei me desvencilhar. Não posso mais pensar, não quero mais pensar... Estou sofrendo os dias que se chamam de inferno astral? Minha cabeça dói, meu estômago dói, tenho vontade de dormir, mas o calor é muito forte, eu não consigo nem com as minhas bolinhas... Sinto cada dia mais insuportavelmente longo, incerto e desconfortável. Sinto cada poro de meu corpo suando, sinto cada palpitação lenta e fraca do meu coração e sinto, lá no meu íntimo, sinto que não morrerei tão depressa, e que se eu realmente quiser morrer, eu mesma tenho que tomar as providências.

O que é isso que se chama vida na verdade? o prazer e a dor são opostos? mas eu sinto muito mais dor, quase nunca prazer, talvez um chocolate me dê prazer... Se a infelicidade é a falta da felicidade, qual das duas é verdadeira? ambas ou nenhuma? E se a lágrima é a presença física da dor, como podem os olhos transbordarem de felicidade ou emoção?

Nunca quis ser ninguém. Nunca almejei grandes cargos na vida. Tudo o que tenho e o que sou hoje foram acontecendo. Estudei, me formei e acabei casando tão nova que acho hoje que esse foi um dos piores erros da minha vida. Talvez o pior deles é ter escolhido ser professora. Os dois erros juntos somados a uma grande insatisfação nata somam o que sou hoje. Será que se eu tivesse escolhido ser mendigo não seria tudo melhor do ponto de vista emocional? Talvez não, certamente não. Tudo seria a mesma coisa com roupagens diferentes.

Eu não ouso quebrar o silêncio da noite com uma palavra. Não ouso me levantar e fazer um mínimo barulho sequer. Só ouço a minha respiração, lenta e forte. Repleto silêncio é algo tão dignificante! Algo tão puro em sua essência! Tenho vontade de que esses minutos se tornem eternos... são na verdade eternos, a vida é longa demais para o que tenho nela a fazer, longa demais, lenta, torturante...

Espreito-me às escondidadas, às vezes, lá no fundinho de mim mesma na ânsia de observar meus desejos mais íntimos, e sempre uma vozerão alto me atrapalha, eu não sei de quem é, ou quem é, mas me desconcentra e eu perco o foco e acabo deixando pra lá. Também, o que adianta saber se nada iria mudar mesmo. E e um dos meus desejos mais íntimos fosse morar na Inglaterra, eu o faria? Não, tolice! Então melhor não pensar, não observar, não descobrir.

Então eu choro. Choro por mim, pelos outros, pelo mundo, pelos cães abandonados... Choro sem salvação, como quem está prestes a perder a cabeça na guilhotina, como quem recebe a pena de morte, como quem descobre que um câncer invadiu seu corpo, choro como se tivesse perdido um filho.

Choro.

Vontade de gritar


É feriado, a minha única vontade é de escrever... já enchi um caderninho de notas que tenho ao lado da minha cama. Agora o blog será minha vítima. Sei lá, a minha vontade é de gritar de indignação. As pessoas me magoam muito ainda, por mais que eu tente me fazer de fortona. Meus olhos ainda se enchem de lágrimas quando sou desprezada, apesar de tantos anos de desprezo... Não aprendo, ainda tenho dó de mim mesma, e isso me deixa ainda mais triste.

Na televisão a Sônia Abrão entrevista o homem que tem a maior língua do mundo, ou pelo menos diz tê-la... como queria me interessar por assuntos tão patéticos! Não aguento mais essa televisão e voltei a ler ontem. Comecei bem, com Bauman, O Mal-Estar da (ou na???) Pós-Modernidade. Mas li apenas um capítulo e cai no sono. Na verdade percebo que nada mais me interessa... por mais que eu procure algo que me traga prazer, alegria, sei lá, algum sentimento bom, por mais que eu procure no fundo eu não quero nada. Eu só queria mesmo não ser quem sou e não ser nada. Não sentir, não ouvir, não falar....

Que castigo cruel ter nascido! Por que diabos justamente eu, espermatozoide do meu pai fui fecundar o óvulo da minha mãe? Falando em pai, o meu sumiu como sempre. Tentei procurá-lo, fazer amizade, pedir um dinheiro empretstado como todos os filhos normais fazem, mas ele foi bem claro comigo, não foi franco mas foi claro - não quer contato algum. Certa vez ele me disse que nós nunca tivemos uma relação no passado e que eu estava tentando resgatar algo que nunca existiu. Ele estava certo. Então eu desisti mais uma vez...das milhares de outras vezes que tentei e desisti e voltei e desisti de novo. O que fazer quando o coração apertar? Quando a vontade de ser acolhida novamente voltar? Eu não tenho pai! Esse é o mantra que hei de entoar todas as vezes que o peito doer. Queria ter sido mais orgulhhosa, e nunca ter ido atrás dele, mas fui tola! Como fui tola e isso também me deixa muito mais triste.


E agora, aqui, recolhendo cada pedacinho das minhas tristezas, eu me olho no espelho, no fundo dos meus olhos e vejo uma criança aprisionada e infeliz, uma pobre coitada. Eu deixei a rejeição entrar na minha vida. Eu deixei que as pessoas me tratassem mal. eu permiti cada xingamento, cada NÃO que ouvi, cada chute que levei. Uma perdedora. O que adianta parecer ser o que não é? As pessoas pensam qure sou bem sucedida, porque trabalho, porque casei, porque dirijo porque porque porque... Não! Eu sou um amontoado de nãos, de nãos de nãos! Como acreditar em alguma coisa se nem ao menos acredito em mim? nem na vida? nem em nada? como?????

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Futilidade


Sempre abominei do fundo do meu coração pessoas fúteis. Na época em que eu esudava, ficava observando as meninas falarem de seus cabelos, unhas, roupas e achava aquilo tudo uma bosta. Depois de um certo tempo li em agum psicanalista ou psicólogo famoso que aquilo que mais odiamos é, na verdade, o que repudiamos em nós mesmos, ou seja, somos no fundo aquilo e queremos camuflar. Achei que ele estava certo, pois um cientista tão conhecido e renomado sabe do que está falando. Sim, queria ser uma pessoa fútil, e depois de certa idade até me tornei. Tenho milhares de pares de sapatos e sempre quero mais. tenho roupas que nunca usei e sempre compro outras novas. Mas essa minha futilidade é uma fuga de meu ser deprimente. Queria na verdade ser uma pessoa fútil e fazia, sem sentimetos abismais como os que tenho, isso sim me seria uma felicidade imensa, intensa. Não olhar para o mundo da forma como olho, como quem faz um bolo que queima na última hora, e não há mais o que fazer...

Queria ser fútil em todos os sentidos. Uma fútil preocupada apenas com que roupa eu vou, ou com que tom de esmalte devo usar para combinar com meus sapatos novos... Mas não! Sou atormentada o tempo inteiro com pensamentos questionadores!!!!!

Enquanto o meu cérebro estiver funcionando...


Eu cantarei em louvor ao ateísmo!
Lovarei a inexistência divina
Gritarei fervorosamente às misérias humanas
Ao caos, a desgraça e a pobreza...

Enquato o meu cérebro estiver funcionando
Jorrarei meu sangue e derramarei minha carne
em louvor da ausência suprema do sagrado
Eu cantarei mais forte que meu peito
À praga, à epidemia, à doença
às chagas, às feridas aberas, ao sangue jorrando
ao corpo que apodrece em vida

Ontem encontrei um homen negro na rua. Ele me pedia uma moeda de um real para chegar ao hospital
Não sei o que lhe aconcetecera, não entendia sua fala distante
quando ele chegou mais perto de mim
Senti o cheiro de seu deus tão maravilhoso
Um cheiro de carne podre, de larvas a corroer um corpo ainda não pronto para o caixão.
Pude observar suas unhas e se eu acreditasse em diabo
certamente aquelas seriam as unhas dignas de um, pobre diabo aquele homem...
Seus olhos... mal podia olhá-los, era pura miséria, pura humilhação
Como deveriam ser os olhos de um cristão
Entreguei uma moeda ao homem, não por que acho que deus vai me retribuir o ato generoso
mas sim poque pensei que o homem necessitava de algo para acalentar seu sofrimento...
Se não fosse pegar um  ônibus ao hospital, certamente tomaria uma dose no bar
E se eu fosse esse homem, tentaria algo mais forte,
pois o que seu corpo semi-podre necessitava não era de um médico nem de uma dose
mas sim de um caixão.

Descanso eterno! Não existir, que sonho absurdo o e não-existir! Uma ideia quase inconcebível
mas uma hipótese certa!
A vida desses parabolistas é rica, certamente cheia de diheiro, de médicos, de confortos... de lençóis limpos e casa cheia de flores, talvez um jardim.
A minha vida, dela também não posso reclamar. Também tenho médico e tinjo meus cabelos de vez em quando. Durmo em lençóis limpos, embora nem sempre novos.
A minha vida deveria ser um arco-íris, mas eu só vejo o preto no branco. Eu sinto dor, muita dor.
Meu organismo é saudável, mas minha mente é doentia.
O mundo é para mim uma casa de doidos onde me enfiaram sem eu saber e não sei por onde escapar!
Sim, caro leitor, eu poderia ser como você mas não sou! Tenho princípios que estão acima de deus!
Acho-me uma criatura muito mais digna do que qualquer outra que tenha conhecido... ao mesmo tempo são tão pobre, espírito pobre... criatura infeliz.
Por isso decidi cantar aos doentes, louvar as chagas mais fedorentas da face da terra!
E assim hei de viver até os fins de meus dias.
Louvando a ti, miséria humana, que é a única verdade que posso acreditar!


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Look what your god has done to me...


A minha vontade era pegar todos aqueles que acreditam em deus e jogá-los na fogueira... 

Olha o que o deus de vocês fez com os seres humanos que vocês acham inferiores: colocou em lugares onde o solo é infértil, ou em lugares onde a terra é fértil e rica e mandaram os Seus servos arrancarem cada gota de riqueza de lá. o seu Deus mandou que algumas pessoas nacessem na china, na índia ou na etiópia  ou no nordeste brasileiro, ou em zonas terríveis de São Paulo, não para viverem, apenas existir e sofrer com a fome, a miséria e a dor. Seu Deus criou a morte, a pestilência, as doenças, a fome e fez com que suas criaturas vivessem em meios sub-humanos, e mesmo assim, esse mesmo Deus lhes deu uma coisa chamada instinto de vida para que todas essas criaturas não tirassem suas vidas na primeira oportunidade. 

O Seu Deus criou então muito mais homens injustos e poderosos do que justos. E criou bilhões e bilhões de coitados que só servem para trabalhar para esses homens injustos e gananciosos e para eles fazer fortunas, enquanto o resto do mundo passa por apertos tremendos.

Então seu Deus mandou alguém criar uma coisa blasfêmica que é a igreja, onde algumas pessoas desprovidas de cérebro se reúnem para louvar odos os sábados ou domingos a Sua injustiça gloriosa.

E agora ouço um ruidinho terrível em meus ouvidos, um ruidinho de alguns serse que nem consideraria humanos, pois até para ser humano deve-se ter alguns padrões éticos mínimos, e esses serezinos andam dizendo que as catástrofes que estamos enfrentando nos dias de hoje são uma "limpeza" no planeta. Deus, com sua onipotência e justiça divinas está limpando o planeta, exterminando mais uma vez pessoas inocentes em terremotos, enchentes, calor excessivo, ou qualquer outra catástrofe... O que mais poderia dizer? Se não estivesse com a cabeça cheia de remédios, eu provavelmente diria mais, muito mais... mas preciso de calmantes, do contráro sairia gritando nas ruas como uma louca e logo seria presa por qualquer motivo que conviesse a vizinhança denunciar-me...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

desisti de remar contra a correnteza


Uma chuva intensa em São Paulo. Trânsito. Caos. Não pude sair hoje para trabalhar, tudo estava parado. Tudo parado e as pessoas frenéticas dentro de seus carros, contradição absurda. Eu continuo cansada, como se não tivesse tido férias. Preciso acordar cedo agora todos os dias e isso faz com que o meu humor, que já não é dos melhores, fique ainda pior. E novamente aqui, envolta num repleto silencio absurdo, repleta de livros para ler, coisas para fazer, permaneço inerte. Só consigo realmente pensar no meu sono... quanto egoísmo, não acham? enquanto pessoas se atormentam por perderem suas coisas nas enchentes, eu só consigo pensar em mim mesma, e não minto! vejo os cachorros abandonados andando na chuva, os mendigos pedindo uma moeda nos faróis, crianças da favela implorando para os tios e tias comprarem suas balas, e isso não me importa. Sou uma fracassada. Falhei em tudo que fiz. Minhas escolhas foram erradas. Nasci e isto já basta para ser um perdedor. O que adianta cobrar dos políticos? O que adianta fazer abaixo-assinados? o que importa? o mundo está pouco se fodendo para mim, e eu estou pouco me lixando para o mundo. Cansei de sofrer, realmente cansei. Eu me tornei confortavelmente entorpecida sim, remédios e mais remédios para acalentar o estresse, a lembraça que não apaga, a vida em si. Um defunto quase pronto para o caixão, isso sou eu! engraçado, rio dessa piada negra e no fundo sei que não estou errada em pensar assim, embora quisesse pensar de outra maneira. Desisti. Vou viver a filosofia mais sábia que existe: "deixa a vida me levar"....

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


Mais um semestre de trabalho que se inicia, mais uma vez terei de concordar comigo mesma o quão vazia e insignificante é a minha existência. Ao lidar com o público percebo isso com muito mais nitidez, pois eu não tenho brilho, e não brilho porque estou desprovida de anima, alma, energia vital. Meu corpo cansa-se facilmente, como se fosse uma anciã. Meus olhos tentam exergar, mas apesa vêem. Meus ouvidos tentar escutar, mas apenas ouvem. O mundo parece tão cinza, tão vago... todas aquelas caras sorrido para mim, ou de mim, quem sabe, um dia se apagarão no meio do nada... todos aqueles olhares curiosos, ou cheios de escárnio, ou arrogantes ou aflitos ou sensíveis hão de perder a luz e apodrecer na imensidão da terra... todos aqueles rostos a me fitar, todos aquele corpos inquietos em suas carteiras, todas aquelas mãos que tomam anotações em seus cadernos hão de desaparecer. E eu pareço eterna, eu que tanto almejo à cova fria acordo todos os dias e saio de minha cama quente para reencontrar olhos, bocas, narizes e corpos... Meus ouvidos à noite me atormentam com as pequeninas vozes a urrar e o eco de cada uma delas parece um castigo perpétuo. Aquele giz, aquele apagador, aquelas palavras que proferi desaparecem ainda mais rápido do que o ruído dos pés e das cadeiras se entrechocando ao tocar o sinal do fim de aula. E eu, permaneço ali, quieta, como um defunto que esqueceram de velar, um defunto que esqueceram de enterrar, um corpo inerte que precisa movimentar-se até a casa para novamente despertar pela manhã e vivenciar mais um dia igual aos outros dias...