sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Desculpem o sumiço


Olá amigos e inimigos! Saudades de todos vocês! Estou fazendo um curso intensivo de cinema e mal consigo acessar o blog, nem para ver os xingamentos rs. Estou de partida para Curitiba nesse domingo, ficarei lá até quarta. Vou apresentar um trabalho meu sobre um curta-metragem chamado Six Shooter (tem no youtube, mas infelizmente sem legendas). Esse filme ganhou um Oscar de "Best short movie action" em 2006, mas não foi traduzido para o português, um dos meus planos depois do simpósio é fazer a tradução e colocar a legenda no filme, depois deixarei no arquivo da Usp, já que eles vão "patrocinar" a parte tecnológica da coisa rs. Espero que todos vocês estejam bem, apesar de nossas chagas de alma... eu resolvi dar um basta no sedentarismo e voltei a me exercitar (após 4 anos de sedentarismo e tabagismo rsrsrs) Parar de fumar? aí já é pedir demais né? ahahahah exercícios já está bom por enquanto... estava me sentindo muito gorda, horrível... quase 10 quilos acima do peso. Perdi uns quilinhos, mas quero perder mais. Para quê? Não sei, talvez para "pertencer" à sociedade discriminatória, sei lá... enfim, eu, como mulher me senti no dever de cuidar de mim, passar em alguns médicos, parar de tomar remédios sem necessidade... enfim melhorar um pouco a parte da "casca", pois o "ovo" lá dentro já apodreceu faz tempo... ahahahah. Eu nunca me esqueço de uma vez ter quebrado um ovo com a casca linda e podre, quase morri com a fedentina... ehheeheh
Abraços Fraternos,
Faby

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Para algumas coisas da vida não se tem escolha


Ninguém tem a opção de acreditar ou não em certas entidades. Você acredita em Zeus, Apolo, Vênus? Ou em Odin, nas Valquírias? Seria bizarro ouvir isso, todos esses mitos foram derrubados. Hoje se fala em Deus. Talvez daqui a alguns séculos falar-se-á outro nome. Algumas culturas dizem Jeová, Alah, Krishna... O homem já nasce com esse instinto de acreditar, como penso eu, tudo é uma questão cerebral, uma tal química como a serotonina e a endorfina. Ou será que acredita-se nessa entidades por pura manipulação sócio-cultural? A minha resposta será sempre a primeira, pois parece que nasci desprovida dessa química cerebral, como já disse aqui várias vezes, sou de uma família tradicionalmente católica, fui obrigada a fazer primeira comunhão, e o que eu me lembro, aos meus sete ou oito anos de idade é de que aquelas aulinhas que eu assistia eram pura fantasia, uma fantasia fanática, por incrível que pareça, a minha professora era de um fanatismo impressionante... como eu me lembro daquilo tudo! Sou capaz de recitar as escrituras se isso me convier (rs). No entanto, ao me tornar maior, ninguém pôde me obrigar mais a ir à igreja, a fazer crisma, etc. 

Enfim, ainda não tenho muita certeza de o que nos leva ou não em acreditar. Bem eu não acredito na verdade em ninguém, nem em mim mesmo (rs)... sou desprovida dessa capacidade. As pessoas acham que nós, ateus, escolhemos ser ateus para sermos diferentes ou por qualquer outro motivo. No meu caso eu não sei acreditar! Eu não consigo acreditar! E na verdade, apesar do sofrimento que isso pode me causar, prefiro assim. Não posso imaginar uma segunda existência post-mortem, isso me deixaria ainda mais aflita e agoniada, pois mal acabei essa tortura e já existe uma outra me esperando? Não!!!!! que minha carne sirva de banquete aos vermes e ao solo o meu sangue, a água que roubei do universo para a minha constituição física.

sábado, 14 de agosto de 2010

Um pouco mais sobre ateísmo

Estou muito "surpresa" em saber que Richard Dawkins era cristão até conhecer as teorias darwinistas. Assisti uma entrevista dele "Atheism Tapes" da BBC. E o que mais me surpreendeu foi o fato de ele dizer que, quando ele tornou-se ateu, ele sentiu-se mais leve, mais feliz. A princípio não entendi direito, pois o ateísmo é uma "fé" (risos) que carrego comigo desde a infância... nunca acreditei em nada... Mas posteriormente pensando, acho que realmente tornar-se ateu, de certa forma, é como tirar um peso das costas: imaginem que existe alguém lá em algum lugar do céu observando cada passo, cada gesto e cada pensamento seu! Isso chega a beirar a esquizofrenia!!!!! Por esse ponto de vista, realmente o ateísmo é leveza, é liberdade (obviamente até certo ponto). Pois eu, que já sou uma pessoa perturbada, se acreditasse em uma força superior me observando 24 horas por dia e apontando-me o dedo - isto é errado! isto não pode! Qual seria minha reação? Acho que pararia num hospício!

Eu não queria ser niilista!


Olha o tempo lá fora! Ideal para um cinema, uma pipoca, um passeio no shopping.
Olha o tempo lá fora, um sol que convida a todos a passear nas ruas e nos parques imundos de São Paulo
Olha o dia lindo lá fora, é inverno, mas o sol brilha como na primavera, 26 graus e um convite para um sorvete e uma caminhada no Bosque Maia.
Que inferno! Olho pela minha janela e não tenho coragem de sair de casa, a menos que fosse uma obrigação. Lazer? não! Apenas os noturnos quando estou menos pessimista. Um pub com músicas góticas, com pessoas esdrúxulas, talvez com um espírito roto como o meu, ,talvez gentinhas da moda, não sei bem, pois em meus passeios noturnos fico só, olhando o movimento, ouvindo os sons ecoarem, mas nada de conversas, estou farta de conversas ocas.
Olha, eu tenho duas pernas, dois braços e dois olhos, e deveria estar feliz por isso, então, o que há de errado? Alma cancerosa, purulenta, necrosada. Apenas isto e nada mais. A morte anda ao meu lado a me espreitas, e essa velha nefasta não quer levar-me para o cemitério, não entendo porque me persegue dia e noite a me torturar! O que queres de mim, moribunda? Ladra de energia bioquímica que faz os cérebros do mundo funcionar? O que queres de mim? Não compreendo essa caçada, estou aqui, porque não me acertas? Porque Deus, aquele escroto cruel não deu o sinal verde ainda? Maldição! Ah, como queria que deus existisse, pois eu, pessoalmente iria olhá-lo com tamanho desprezo e desacato, e cuspir no meio de sua cara enorme. mas não, nem esse maldito prazer eu poderei ter um dia, então vou continuar atacando os vivos que insistem em pregar a palavra podre dos homens ocos... 
Eu não escolhi nada disso. Não leio Augusto dos Anjos por escolha, leio por afinidade. Não odeio o sol apenas porque dizem por aí que ele envelhece a pele, mas odeio o sol porque ele brilha e dá luz e vida a tudo! E a vida é a minha pior inimiga. Não posso ver beleza nas árvores, nas flores e nos campos. Não posso ter prazer ao tomar um sorvete em dia de sol. Não quero sair de minha casa,. Mas não fui eu quem escolhi. não fui eu...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nada faz sentido...


Época louca, tempo louco, gentes estranhas, palavras bizarras sem som e sem tom, nada parece fazer sentido. Sinto-me atordoada, atormentada pelas memórias de um passado distante, talvez um passado tão remoto que eu ainda nem tivera nascido. Total falta do que pensar, falta de escrever, falta de ideias e ideais. Tempo sujo, tempo de indecisões... Como ver ou rever o que está absurdamente fora de ordem? Não há solução plausível até o momento. Momento infeliz, momento de remoer mágoas e plantar discórdias. momento em que a posição horizontal seria mais conveniente se em algum lugar do passado não tivesse concordado com certas coisas.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sensibilidade

Os sentidos: minha audição, meu tato meu paladar, minha visão, (não posso contar com meu nariz para nada, é quase inválido rs) todos andam bem apurados. No entanto, de uns dias para cá estou me sentindo muito "sensível" como se fosse quebrar, rachar ao meio a qualquer momento. Parece coisa de mulherzinha, e eu acho que é isso mesmo. Sinto como se precisasse de uma caixa para me guardar, ou de um suporte para eu ficar lá, paradinha, intacta! 

Tenho me sentido ofendida com palavras que nem são dirigidas a mim. Tenho me sentido triste, como se tivesse perdido algo muito importante. Sinto-me apenas mais uma face na multidão, mas isso não é novidade, o novo para mim é me sentir desamparada, desancorada num mar que não sei para onde serei levada, ao mesmo tempo me sinto estagnada pelo exílio emocional com o qual tenho vivido. Queria ser mais forte, mais "homem" (rs), mais rude... bem, às vezes até transpareço uma pessoa rude, bruta... mas no fundo sou uma fraca, uma derrotada e para piorar sensível demais... 

Interessante, sou tão sensível que minha pele se irrita no frio ou no calor intensos... por dentro sou igual a minha pele, eu acho... não sei o que realmente me desestabiliza, mas queria que esse "inverno emocional" passasse logo, ou será que ele sempre esteve aqui e eu nunca reparei?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um pouco de saliva cotidiana

Após um mês de marasmo, voltei a estudar. Já que não tenho mais emprego e estou querendo evitar arranjar um tão cedo, resolvi tentar como aluna especial de doutorado. Pois bem, minhas aulas começaram ontem, terça-feira. E como algumas coisas me irritam. Eu deveria estar no mínimo satisfeita, mas a saliva cotidiana me irrita. Essas conversinhas sobre o tempo, sobre a chuva, sobre isto e aquilo... Não sabia que tinha chegado a tal ponto. Eu me recordo da época em que trabalhava e evitava estar com as pessoas. Eu tinha alguns amigos selecionados, aqueles com os quais vc consegue manter um diálogo razoável, reflexivo... As aulas estão extremamente legais, o que me irrita são as entrelinhas para eu chegar até a sala de aula e sair dela... Meus colegas de classe são bem reservados, quanto a isso não tenho problemas também, apesar de, às vezes ter de ouvir algumas perguntas inconvenientes na sala de aula... Enfim, o bom dia que tenho que dar aos outros, o tal sorriso forçado estão agora me torturando absurdamente.

E a minha vida social? ah, sim, essa questão é terrível. Tenho saído de vez em quando, encontrado alguns amigos das antigas, mas eu me sinto tão longe de tudo e de todos... eu me sinto tão estranha que confesso ter de levar na bolsa um calmantezinho, pois às vezes o pânico começa a querer me pegar. Gostaria de entender, não sei se sinto medo, ou se alguma falha cerebral me levam a um estado de angústia absurdo quando estou na companhia de pessoas. Eu me sinto bem aqui em casa, sozinha, com o som ligado. Saio de minha toca e o mundo vira uma ameaça constante. Será depressão novamente? Pânico? Borderline? Quero uma definição para essa intolerância à saliva cotidiana.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Preciso aprender a sorrir

Vejam só, caros amigos e inimigos. estou numa dúvida cruel, fútil, mas que vem me torturando todos os dias, a cada segundo: Por que não consigo sorrir? Tenho reparado fotos minhas antigas, desde pequena até as mais recentes e percebo que nunca saio sorrindo em nenhuma delas. Esta dúvida levantou-se devido ao fato de que eu retirei meu aparelho há poucos dias e tentei tirar uma foto sorrindo - resultado o sorriso saiu forçado, obviamente. Após ter visto a foto por algumas vezes comecei a indagar o fato: Será que não aprendi a sorrir pois meu pai é também carrancudo (vejo as fotos dele e percebo o mesmo tom sombrio), ou será que nunca aprendi a sorrir porque tinha complexo dos meus dentes tortos? (embora minhas fotos da infância também sejam sem o tal sorriso). Enfim, algumas pessoas parecem nascer amargas. algo genético (tenho histórico de casos estranhos em ambos os lados da família) ou algo socialmente aprendido? (se por acaso tivesse crescido em outra família, uma família mais "alegre", talvez italiana, seria eu mais susceptível ao sorriso?)

Enfim, não quero deixar-lhes a impressão de que sou um ser amorfo, sem reação de sentimento nenhum. é claro que dou muitas risadas aqui em casa, sozinha, ao ler besteiras no computador (geralmente um sorriso mais sarcástico e irônico que inocente)... Sim, eu sorrio para as pessoas quando elas sorriem para mim, mas não consigo sustentar meus lábios para cima por muito tempo, geralmente alguns segundos bastam para retribuir... mas não sou de rir de qualquer coisa, de piadas que contam no trabalho, por exemplo, muitas não vejo graça alguma, até me sinto uma estranha no ninho. Uma vez, na casa de um casal amigo, estávamos reunidos na sala num domingo, a televisão ligada passando aquelas vídeo-cassetadas. Não vejo a menor graça naquilo, desculpem-me os amantes do faustão... poxa, será que sou anormal?? rsrsrsrrsrsrs (riso forçado)


Olhem uma das fotos, essa é a que menos parece forçado, mas um bom observador reconhecerá logo o embuste.